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Mario Vargas Llosa

Jorge Mario Pedro Vargas Llosa
28/3/1936, Arequipa (Peru)

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, iniciou a carreira literária durante a faculdade. Filho de Ernesto Vargas Maldonado e Dora Llosa Ureta, passsou a infância na Bolívia e só conheceu o pai aos dez anos de idade. Após estudar em Cochabamba e nas cidades peruanas de Lima e Piura, ingressou na Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em 1953, onde estudou Letras e Direito. Nessa época, escreve diversos artigos nos periódicos peruanos La Crónica, La Industria, El Comercio e Extra – neste último sob o pseudônimo Vincent N. Aos dezoito anos, casa-se com Julia Urquidi, irmã da esposa de seu tio e onze anos mais velha que o escritor. O relacionamento durou oito anos e serviu de inspiração para um de seus mais famosos romances, Tia Júlia e o escrivinhador (1977).

Em 1959, recebe uma bolsa de estudos e parte para a Espanha para fazer o doutorado em Filosofia e Letras na Universidad Complutense de Madrid. Em seguida, viveu também em Paris por alguns anos, trabalhando como professor de espanhol na escola Berlitz e como locutor numa rádio francesa e jornalista na France Presse. Nessa época, publica seu primeiro livro, a coletânea de contos "Os chefes" (1959), e também o primeiro romance, "A cidade e os Cachorros" (1963). Em 1964, após divorciar-se de Julia Urquidi, viaja à selva amazônica pela segunda vez, para pesquisar a região e as comunidades ribeirinhas. No ano seguinte, casa-se novamente, com a prima Patricia Llosa, com quem terá três filhos. Nessa época, visita Cuba para participar do júri do Prêmio Casa de las Américas e do conselho editorial da revista homônima, mas se distancia definitivamente da revolução cubana alguns anos depois, em reação à prisão do poeta cubana Heberto Padilla pelo governo de Fidel Castro. Retorna à Europa em 1967, para trabalhar como tradutor para a Unesco na Grécia. Publica "Conversa na Catedral" (1969) e "Pantaleão e as Visitadoras" (1973), e permanece vivendo no continente europeu até 1974, residindo em Paris, Londres e Barcelona. Dois anos depois, é eleito presidente da Pen Club International, uma renomada instituição que congrega poetas, ensaístas e romancistas do mundo todo.

Na década de 1980, de volta ao Peru, publica sua obra-prima, "A Guerra do Fim do Mundo" (1981), uma narrativa sobre a Guerra de Canudos que mistura história e ficção, para a qual o escritor passou anos pesquisando e escrevendo, tendo passado também uma temporada no sertão baiano. No mesmo ano, publica a peça de teatro "A Senhorita de Tacna". Além de escritor, torna-se também diretor do programa de televisão "Torre de Babel". Em 1983, preside uma comissão designada para investigar o assassinato de oito jornalistas em Uchuraccay, comunidade na região dos Andes. É nessa época que intensifica suas atividades políticas, atuando como líder de um movimento liberal contra o processo de estatização empenhado pelo então presidente Alan García, e candidatando-se à presidência da República em 1990, pelo partido Frente Democrático. Após a derrota no segundo turno das eleições para Alberto Fujimori, retorna a Londres para retomar sua atividade literária.

Durante sua carreira, tem recebido diversas homenagens e condecorações, tais como os prêmios Cervantes e Príncipe das Astúrias, e tem sido professor visitante e escritor residente em renomadas universidades, como Cambrigde, Oxford, Columbia, Harvard, Siracusa, Princeton e Gerogetown, entre outras. Também escreve livros e ensaios de teoria literária e colabora em diversos periódicos, como o jornal El País e a revista cultural Letras Libres. O maior reconhecimento à sua carreira de escritor veio em 2010, quando foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. Suas obras mais recentes são "Diário do Iraque" (2003), reunião de artigos sobre a guerra, "Travessuras da Menina Má" (2006), a coletânea de ensaios "Sabres e Utopias" (2009) e o romance "O Sonho Celta" (2010).

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# Capa do jornal de 16/11/1889

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