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Marlon Brando

Marlon Brando Jr.
3/4/1924, Omaha (EUA) – 1/7/2004, Los Angeles (EUA)

Iniciou a carreira de ator no teatro. Seguiu o caminho de uma das irmãs, Jocelyn, e da mãe, Dorothy Pennebaker, incentivadora da carreira do jovem Henry Fonda. Teve uma adolescência atribulada, sendo expulso da escola e da Academia Militar por indisciplina. Em 1943, muda-se para Nova York e se matricula num curso de teatro, onde estudou com a atriz Stella Adler. A estreia na Broadway ocorre no ano seguinte, com a peça "I Remember Mama". Alguns anos depois, já aclamado pela crítica como o mais promissor ator de teatro da cidade, interpreta o papel de Stanley Kowalski na peça "Um Bonde Chamado Desejo", de Tennessee Williams.

Em 1950 inicia a carreira em Hollywood, como protagonista do filme "Espíritos Indômitos", no papel de um veterano de guerra paraplégico. Durante a década de 1950, recebe cinco indicações ao Oscar de Melhor Ator, por suas atuações na premiada versão cinematográfica de "Um Bonde Chamado Desejo" (1951), dirigido por seu mentor Elia Kazan, com quem trabalharia depois em outros filmes, no faroeste "Viva Zapata" (1952), do mesmo diretor, em "Júlio Cesar" (1953), adaptação da peça shakesperiana em que interpreta o general romano Marco Antônio, no premiado "Sayonara" (1957), e em "Sindicato de Ladrões" (1954), no papel de Terry Malloy, pelo qual recebe sua primeira estatueta. Durante a década de 1960, atua em mais de dez filmes, trabalhando com cineastas consagrados como John Huston, Arthur Penn e Charles Chaplin, e realiza seu único trabalho como diretor, em "A Face Oculta" (1961), substituindo Stanley Kubrick. Nessa época, compra uma ilha particular na Polinésia Francesa, onde reside durante boa parte de sua vida.

O papel mais marcante de sua carreira vem em 1972, quando interpreta o mafioso Don Corleone no filme "O Poderoso Chefão", de Francis Ford Coppola. A atuação rendeu o segundo Oscar ao ator, que o recusou em protesto à forma com que os índios americanos eram retratados nas produções holywoodianas, mandando em seu lugar a ativista Sacheen Littlefeather, que compareceu à cerimônia de premiação em trajes dos índios Apache. No ano seguinte, é novamente indicado ao Oscar pelo polêmico filme "O Último Tango em Paris", que foi considerado pornográfico e chegou a ser proibido em diversos países, inclusive no Brasil. Nessa época também volta a ser dirigido por Francis Ford Coppola, em outra atuação marcante em sua carreira, no épico vietnamita "Apocalipse Now" (1979), inspirado no livro "Coração das Trevas" (1902), de Joseph Conrad.

A partir da década de 1980, diminui a participação em filmes, atuando principalmente como ator coadjuvante em filmes como "Assassinato sob Custódia" (1989), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar na categoria, e outros papéis secundários em "Um Novato na Máfia" (1990), "Don Juan de Marco" (1995) e "A Ilha do Dr. Moureau" (1996), entre outros, além de participar de um videoclipe de “You Rock My World”, de Michael Jackson, de quem um de seus filhos chegou a ser guarda-costas. Seu último filme foi "A Cartada Final" (2001), em que contracena com Robert de Niro e Edward Norton.

Durante a década de 1990, atravessa uma série de tragédias pessoais. O filho Christian Brando, fruto de seu primeiro casamento, com a atriz indiana Anna Kashfi, é condenado a dez anos de prisão pelo assassinato de Dag Drollet, filho de um influente político francês do Taiti e namorado de Cheyenne, filha de Brandon com a terceira esposa, a polinésia Tarita Teriipia. Alguns anos depois, Cheyenne, que recebia tratamento médico em decorrência da depressão e outros transtornos mentais, suicida-se. Nos últimos anos de vida, permaneceu recluso. Falece aos 80 anos, em decorrência de complicações pulmonares. Em seu testamento, reconhece a paternidade de onze filhos, sendo os três mais novos fruto do relacionamento com sua ex-governanta, Maria Cristina Ruiz. Marlon Brando é considerado um dos maiores atores de todos os tempos, e se destacou também por sua atuação pelos direitos civis.

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