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Marshall McLuhan

Herbert Marshall McLuhan
21/7/1911, Edmonton (Canadá) – 31/12/1980, Toronto (Canadá)

Sua mãe era batista, professora de colégio e atriz. Seu pai era metodista e corretor de imóveis. Em 1915, a família, de origem escócio-irlandesa, mudou-se para Winnipeg, na área leste do Canadá. Em 1921, com apenas dez anos, Marshall demonstrou sua vocação para as comunicações ao construir um receptor para captar transmissões de uma rádio do centro-oeste americano. Matriculou-se na Faculdade de Engenharia da Universidade de Manitoba por volta dos vinte anos. Bacharelou-se em 1933 e adquiriu o mestrado em 1934.

Mais tarde, estudou em Trinity Hall, na Universidade de Cambridge, onde conheceu especialistas em literatura inglesa como Ivor Armstrong Richards e Frank Raymond Leavis. Bacharelou-se em 1936 e prosseguiu os estudos aperfeiçoando seu conhecimento sobre cultura medieval e literatura do renascimento. Obteve o mestrado em 1940 e o doutorado em 1942. Sua tese foi intitulada “O lugar de Thomas Nashe no aprendizado de seu tempo”.

Em meados da década de 1930, começou a lecionar na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Nessa época, interessou-se pelo estudo da cultura popular. Pouco depois de se fixar nos Estados Unidos, converteu-se ao catolicismo, decisão favorecida pela leitura de uma coletânea de ensaios de G. K. Chesterton “O que está errado no mundo”. Em 1937, tornou-se professor da Universidade de St. Louis. Em uma viagem à Califórnia, conheceu a estudante texana Corinne Keller Lewis, com quem se casou no dia 4 de agosto de 1939. O casal teve seis filhos: Eric, Mary, Theresa, Stephanie, Elizabeth e Michael.

Em 1944, regressou ao Canadá para lecionar por dois anos na Assumption University, em Windson. Em 1951, publicou “The Mechanical Bride: Folklore of Industrial Man”. Em 1952, tornou-se professor catedrático no St. Michael's College da Universidade de Toronto. Entre 1953 e 1955, dirigiu o seminário sobre cultura e comunicações patrocinado pela Fundação Ford. Ao lado do antropólogo Edmundo Carpenter, lançou o periódico “Explorations” e editou a antologia “Explorations in Comunication” (1960). No começo da década de 1960, já detinha uma sólida reputação como teórico da comunicação, tendo sido contratado pelo U.S. Office of Education e pela National Association of Educational Broadcasters.

Em 1962, publicou a obra “The Gutenberg Galaxy: The Making of Typographic Man”, que lhe rendeu o Prêmio Governador Geral de 1963. No livro, o acadêmico analisava os efeitos da mídia de massas e da invenção da imprensa na cultura e na consciência europeia. Foi essa obra que popularizou o termo e o conceito da “aldeia global”, alusão à intensa integração global proporcionada pelos meios de comunicação em massa. Na mesma época, assumiu a diretoria do Centro de Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto. Em 1964, publicou “Understanding Media: The Extensions of Man”, no qual prosseguia suas análises a respeito das consequências da televisão, do telefone, do rádio e dos computadores para a reestruturação da percepção humana do mundo.

Em 1966, proferiu palestras no Simpósio sobre Tecnologia e Comércio Mundial do National Bureau of Standards, na Associação de Linguagem Moderna e na Sociedade de Relações Públicas da América. Também  foi convidado a assumir a cadeira de humanidades Albert Schweitzer na Fordham University, em Nova Iorque. No ano seguinte, publicou “The Medium is The Message: An Inventory of Effects”. Em 1968, publicou “Guerra e Paz na aldeia global”. McLuhan permaneceu na Universidade de Toronto até 1979, quando teve um derrame que afetou sua habilidade de falar. Nunca mais se recuperou. Faleceu um ano depois.

Recebeu a Ordem do Canadá  em 1970. Entre sua sobras estão “O que a televisão está realmente fazendo para seus filhos” (1967), “Family Circle” (1967), “The Memory Theater” (1967) e “From Cliché to Archetype” (1970). Também trabalhou na elaboração de vários livros, como “Culture is Our Business” (1967). Suas teorias foram bastante criticadas, mas alguns de seus conceitos são usados até hoje.

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