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Mussolini

Benito Amilcare Andrea Mussolini 
29/7/1883, Dovia di Predappio (Itália) - 28/4/1945, Mezzegra (Itália)

Seu pai, Alessandro, era um ferreiro e um fervoroso socialista, enquanto a mãe, Rosa Maltoni, uma humilde professora primária, era a principal mantenedora  da família. Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez.

Em 1902 viajou  para a Suíça, no intuito de fugir do serviço militar, porém após ter sido preso por vagabundagem foi expulso e deportado para a Itália. Em fevereiro de 1908, deixou a Itália mais uma vez, agora para assumir o cargo de secretário do partido trabalhista da cidade de Trento. Na época a região estava sob o controle do Império Austro-Húngaro. Também trabalhou para o partido socialista local e editou o jornal L'Avvenire del Lavoratore (O Futuro do Trabalhador).  

Chegou a servir durante a I Guerra Mundial, mas suas participação terminou em 1917, quando foi ferido acidentalmente pela explosão de um morteiro. Ficou internado com pelo menos 40 pedaços de metal no corpo. Após receber alta em agosto de 1917, voltou ao jornalismo no cargo de editor-chefe do Il Popolo d'Italia.

Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes. Sua oratória era tão notável quanto seu uso eficaz de propaganda política.

Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, durante o qual alcançou grande popularidade, chegou  a chefe do partido. Usando suas milícias, chamadas de "camicie nere", camisas negras, para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu ser nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no país.

Iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Em 1929, necessitando de apoio da Igreja e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano.

Em 1935, invadiu a Abissínia (Atual Etiópia), perdendo assim o apoio da França e da Inglaterra, até então seus aliados políticos. Esta campanha militar fez mais de meio milhão de mortos entre os africanos, e 5.000 baixas do lado italiano. Somente então aliou-se de fato a Adolf Hitler, com quem firmaria vários tratados.

Em 1936, assinou com o Führer e com o Japão o Pacto Tripartite, pelo qual Alemanha nazista, Itália e Japão formavam uma aliança político-militar que levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial. Dois anos depois comandou a Itália na ocupação da Albânia e enviou vários destacamentos que lutaram ao lado dos falangistas de Franco durante a Guerra Civil de Espanha. Em seguida, fez os exércitos italianos atacarem a Grécia.

Com o início da Segunda Guerra Mundial combateu os aliados com apoio militar alemão e, após várias e consecutivas derrotas, caiu em desgraça depois do desembarque aliado na Sicília. Foi derrubado do poder e preso em 1943. Foi libertado pela SS alemã em 12 de Setembro de 1943. Pouco depois viria a ser novamente preso por membros da Resistência italiana, que o mataram a 28 de abril de 1945, juntamente com a sua companheira, Clara Petacci.

Os corpos de ambos ficaram expostos à execração pública durante vários dias, pendurados pelos pés.

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