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Nikita Khrushchov

Nikita Sergeyevich Kruchev
17/4/1894, Kalinova (Rússia) – 11/9/1971, Moscou (Rússia)

Foi o primeiro integrante do Politburo (Comitê executivo do Partido Comunista soviético) que não teve participação efetiva no golpe que tomou o poder em 1917, nem na conspiração que o antecedeu. Filho de um casal de camponeses,  não chegou a completar os estudos durante sua infância em Donetsk na Ucrânia, vindo a terminar o colégio já adulto. Começou a trabalhar na mineração em 1909. Nesse período envolveu-se com atividades sindicais e conheceu os bolcheviques.

Ingressou no exército do Czar durante a participação russa na Primeira Guerra Mundial, tendo lutado no conflito. Ligou-se aos comunistas apenas em 1917, quando ingressou nas fileiras da Guarda Vermelha, mas não participou efetivamente da luta que derrubou o Império. Voltou para Donetsk em 1920 e entrou em uma escola técnica mantida pelo governo. Acabou crescendo rapidamente galgando degraus dentro do partido. Tornou-se diretor das minas na cidade e, posteriormente, secretário da Comissão Central do PC em Kiev.

Voltou para Moscou no final da década de 20, quando começou a estudar engenharia na Academia Industrial. Passou a se aproximar de pessoas próximas a Stalin até chegar no líder soviético. Em 1935 foi nomeado pelo ditador primeiro secretário do comitê do partido da cidade de Moscou. Três anos depois alcançaria o cargo de líder do Partido Comunista na Ucrânia chegando em 1939 ao Comitê executivo do Partido Comunista soviético, Politburo.

Com o início da Segunda Guerra Mundial foi um dos nomes que organizaram a defensiva ucraniana. Logo após a invasão nazista transferiu as indústrias para o Leste e participou dos Conselhos Militares. Liderou a guerrilha e combateu nas batalhas de Stalingrado e na libertação de Kiev. Em 43 reassumiu o controle do país.

Restaurou a economia da região com mostras de autoritarismo. Mais de um milhão de ucranianos foram processados e 200 mil executados. Voltaria para Moscou em 1949, reassumindo o cargo no PCUS e sendo o responsável pela planificação agrícola da URSS. Em 05 de março de 1953 Stalin morreu. Laurente Beria, Georgy Malenkov e Viacheslavi Molotov assumiram o poder por pouco tempo. Kruchev afasta Malenkov, destituindo-o do cargo de primeiro-ministro (colocando Nicolai Bulganin no lugar) e passou a controlar oficialmente o partido, tendo assim o poder no país. Beria foi acusado de traição e espionagem sendo executado.

Passaria a atacar os remanescentes da velha guarda do partido. Denunciou no famoso discurso secreto do XX Congresso do Partido, a brutalidade do stalinismo e o culto à personalidade ao ex-ditador. Isso levou a uma revolta na Polônia que acabou esmagada por Kruchev.

Assumiu como líder Supremo da União Soviética apenas em 1956. No ano seguinte ocorreu uma tentativa de membros do partido para depô-lo que acabou fracassando sendo últimos opositores de Kruchev, afastados.

Seu governo ficou marcado por uma pretensa liberação se comparado a Stalin. Em outubro de 60 em uma conferência na ONU foi protagonista de um incidente que mostrava como o líder agia quando contrariado. Discordando do pronunciamento do delegado das Filipinas, interrompeu-o com insultos e tirou o sapato para bater na mesa para ser ouvido.

Foi com Kruchev no poder que o mundo passou por um dos momentos mais tensos na Guerra Fria, durante a Crise dos Mísseis em Cuba, quando o líder soviético decidiu instalar o armamento na ilha. Foi também o ditador que construiu o Muro de Berlim, que dividiria a capital alemã até o fim da URSS.

No dia 14 de outubro de 1964 a Comissão Central do Partido reuniu-se em caráter extraordinário e decidiu destitui-lo. Apesar da explicação oficial ser problemas de saúde tempos depois se soube que problemas do governo, em especial a derrota na Crise dos Mísseis, causaram a queda de Kruchev.

Foi sua morte política. Não conseguiu sequer se reeleger membro da Comissão Central do Partido Comunista. Viveu seus últimos anos isolado, morando em uma casa de campo em Ptrovo-Dalneye. Morreu vítima de problemas cardíacos após se tratar no Hospital do Kremlin.

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