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Oscar

Oscar Daniel Bezerra Schmidt
16/2/1958 - Natal (RN)

Conhecido como “Mão Santa” pela qualidade de seu arremesso. Mais do que gosto o que o levou para as quadras foi sua altura. Praticou natação até se mudar do Rio Grande do Norte para Brasília,  Ficou dentro das piscinas até os 12 anos quando seu tio, Alonzo, o levou para jogar basquete. No começo da adolescência já media 1,90m.

Participou de uma Seleção estudantil do Distrito Federal que enfrentou a do Rio de Janeiro. Foi visto pelo técnico Edson Bispo dos Santos que convenceu a direção do Palmeiras a levar o atleta, então com apenas 15 anos, para São Paulo. Chegou de manhã e jogou pela tarde. Naquele ano o alviverde venceu os campeonatos Paulista e Paulistano sem perder um jogo. Foi nesse período que conheceu sua esposa, Cristina. No ano seguinte era eleito o melhor pivô do Campeonato Sul-americano juvenil.

Ficou dez meses parado, em 1978, cumprindo o estágio de transferência do Palmeiras para o Sírio (levado pelo técnico Cláudio Mortari). Foi convocado mesmo assim para a seleção brasileira que disputou o mundial nas Filipinas e foi eleito um dos cinco melhores jogadores do torneio ao lado do amigo Marcel.

Em seu primeiro ano no Sírio conquistou o Mundial de clubes com uma atuação de destaque. A partida final foi contra o Bosna (da Iugoslávia) e Oscar garantiu a prorrogação após marcar dois pontos em lance livre nos dois últimos segundos. Chorou de emoção e ganhou o apelido de “Bebê Chorão”.

Em 1980 fez parte do grupo que conquistou o quinto lugar nos jogos Olímpicos de Moscou. No ano seguinte mudou de clube duas vezes. A primeira para o América do Rio, em março. Pouco tempo depois refazia as malas e embarcava para a Itália, onde assinou com o Caserta. Fez história com o clube. Em dois anos, ajudou o time a deixar a segunda divisão e ser vice-campeão da elite do esporte italiano. Com o Brasil ficou com o oitavo lugar no Mundial na Colômbia, e no ano seguinte foi campeão Sul-americano em São Paulo.

Se tornava aos poucos um símbolo para a seleção brasileira. Em 1984, para poder continuar vestindo a amarelinha, recusou uma proposta do New Jersey Jets (profissionais não podiam defender as seleções nacionais na época). No mesmo ano obteve o nono lugar com a equipe na Olimpíada de Los Angeles.

Foi quarto lugar no Mundial da Espanha. Sua grande conquista defendendo a seleção brasileira foi em 1987, no Pan-americano de Indianápolis. Na decisão contra os Estados Unidos (equipe universitária) o Brasil chegou a estar perdendo por 20 pontos de diferença, mas graças a Oscar e Marcel virou o jogo e levou o ouro.

Em 1988 apesar de ficar com apenas o quinto lugar na Olimpíada de Seul, bateu um recorde olímpico, fazendo 55 pontos em uma única partida. Em 90 faria 52 contra a Austrália no Mundial da Argentina e alcançaria o recorde na competição também. No mesmo ano acertou a transferência para o Fernet Branca, da cidade italiana de Pavia. Jogando pelo clube se tornou o primeiro jogador a marcar 10 mil pontos no país.

Após o quinto lugar na Olimpíada de Barcelona anunciou que abandonaria a seleção. Em 93 também deixa o basquete italiano, indo para o Fórum Filatélico da Espanha.

Voltou ao Brasil em 1995, tanto para jogar pelo Corinthians quanto para ajudar a seleção a se classificar para os jogos Olímpicos de Atlanta, no ano seguinte. Tornou-se o primeiro atleta a disputar cinco edições seguidas das Olimpíadas.

Jogou no Bandeirante (97/98), no Barueri (98/99) e no Flamengo, clube em que se aposentou em 2002, após mais de 30 anos dedicados ao esporte. Em seu último clube foi bi campeão carioca, e vice brasileiro e sul-americano. Chegou também a concorrer a uma vaga para o Senado em 1998, mas não foi eleito. Foi secretário de Esportes em São Paulo.

É o maior cestinha de todos os tempos com 47.509 pontos. Além dos recordes de pontos em uma única partida Olímpico e do Campeonato Mundial, detém também a marca Brasileira ( 74 pontos jogando pelo Barueri em 97) e Pan-americano (53 pontos contra o México). Hoje dedica seu tempo a dar palestras motivacionais em empresas.

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