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Oscar Wilde

Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde
16/10/1854, Dublin (Irlanda) – 30/11/1900, Paris (França)

Considerado um artista imoral e imprudente para os padrões da sociedade vitoriana do século XX, cresceu no seio de uma família protestante, filho do médico William Wilde e da poetisa e tradutora Jane Francesca Elgee. Na adolescência, recebe diversos prêmios na escola Portora Royal estudando os clássicos, incluindo uma bolsa para ingressar no Trinity College. Ali, recebe a medalha de ouro de Berkley por seus estudos de grego clássico, e obtém uma bolsa para ingressar no Magdalen College, na Universidade de Oxford, onde recebe o prêmio Newizgate por seu poema “Ravenna”. Depois de se graduar, muda-se para Londres, onde vive com o amigo Frank Miles, pintor de retratos da alta sociedade londrina. A publicação da primeira coletânea de poesia, Poemas (1881), auxilia a impulsionar sua carreira literária.

Naquele mesmo ano, viaja aos Estados Unidos para dar uma série de mais de cem palestras sobre o esteticismo, movimento de que era adepto e que pregava a ideia da “arte pela arte”, priorizando os valores estéticos em detrimento da temática social. Durante a temporada de quase um ano em que permanece nos Estados Unidos, conhece os escritores Henry Longfellow e Walt Whitman. No retorno à Europa, vive durante três meses em Paris escrevendo a tragédia “A Duquesa de Pádua”, que havia sido encomendada pela atriz Mary Anderson, antes de retornar à Irlanda. Em 1884, casa-se com Constance Lloyd, com quem tem os filhos Cyril e Vyvyan. Entre 1887 e 1889, trabalha como editor na revista Woman's World e publica o livro de conto de fadas O Príncipe feliz e outras histórias (1888).

Os anos seguintes trazem a sua fase mais criativa, marcada pelo espírito irônico e satírico, quando publica o livro de contos O crime de lorde Arthur Savile e outras histórias (1891), o ensaio de crítica literária e moral intitulado Intenções (1891), e seu único romance, O Retrato de Dorian Gray, publicado inicialmente numa revista americana em 1880 e compilado em livro no ano seguinte. A obra, de temática homoerótica, causou polêmica e recebeu uma série de críticas e protestos. Nessa época, já bem sucedido e considerado um escritor consagrado, dedica-se à dramaturgia, escrevendo O leque de lady Windermere (1892), Uma mulher sem importância (1893), Um homem ideal (1895) e A importância de ser prudente (1895), entre outras peças.

A peça Salomé (1893), espécie de drama bíblico, escrita inicialmente em francês e que seria encenada por Sarah Bernhardt em Paris, foi  traduzida para o inglês pelo lorde Alfred 'Bosie' Douglas, filho do marquês de Queensberry e jovem estudante de Oxford com quem o escritor mantinha um relacionamento homossexual. Em 1895, Wilde processa o marquês de Queensberry por difamação. Durante a batalha judicial, o escritor é condenado a dois anos de trabalhos forçados na prisão de Reading, por imoralidade. A esposa muda-se para a Suíça com os filhos e adota o nome de solteira, Holland. Na cadeia, escreve um carta ao amante, proibida de ser enviada enquanto ele estava na prisão, cujos trechos foram publicados postumamente sob o título De Profundis (1905). A experiência na prisão está retratada no poema A Balada da Prisão de Reading (1898), publicada pouco antes da morte da esposa, com quem não tivera mais contato depois de solto.

O escritor passa os três últimos anos vivendo na casa de amigos e em hotéis baratos, já sem condições financeiras, e por algum tempo permanece se encontrando com lorde Douglas, mas ambos são impedidos de manter o relacionamento por imposição das famílias. Falece aos 46 anos, vítima de meningite. Mesmo depois de um século de sua morte, permanece o caráter extremamente contemporâneo de seus escritos.

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