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Paulo Autran

Paulo Paquet Autran
7/9/1922, Rio de Janeiro (RJ) - 12/10/2007, São Paulo (SP)

Com poucos meses de idade foi para Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, graças ao trabalho de seu pai, delegado de polícia. Em 1927 sua família se fixa na cidade de São Paulo. Por influência paterna se formou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 1945. Inicialmente pensando em ser diplomata vai aos poucos se desapontando com a profissão de advogado e começa a participar de algumas peças amadoras.

Em 1949, entra para ao Grupo de Teatro Experimental (GTE), atuando em "Pif-Paf" e  "A Mulher do Próximo", com textos e direção de Abílio Pereira de Almeida. Também  foi protagonista de "À Margem da Vida", de Tennessee Williams, no Teatro Copacabana, Rio de Janeiro.

No mesmo ano, numa produção de Fernando de Barros, protagoniza  seu primeiro papel profissional em “Um Deus Dormiu Lá em Casa”, de Guilherme Figueiredo, ao lado de Tônia Carrero, recém-chegada de Paris.  Em 1950 a mesma companhia realiza “Amanhã, Se Não Chover”, de Henrique Pongetti, com direção de Ziembinski. No ano seguinte é contratado para o Teatro Brasileiro de Comédia, TBC de São Paulo.

Em 1952, arrebata o Prêmio Saci, oferecido pelo jornal O Estado de S. Paulo, de melhor intérprete. Receberá o mesmo prêmio pela atuação em "Na Terra Como No Céu", de Franz Hochwalder, e "Assim É...(Se Lhe Parece)", ambos atuações em 1953. Outro grande sucesso de sua carreira no TBC vem com "Santa Marta Fabril S. A"., em 1955. No ano seguinte, junto com  Tônia Carrero e Adolfo Celi saem do TBC e fundam, no Rio de Janeiro, a Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), estreando com "Otelo", de William Shakespeare.

Estréia ao lado de Bibi Ferreira em "My Fair Lady", 1962. Em 1964, com Maria Della Costa, está em "Depois da Queda", de Arthur Miller, direção de Flávio Rangel, para o Teatro Maria Della Costa (TMDC), recebendo o Prêmio Associação Paulista dos Críticos Teatrais, APCT, de melhor ator. Monta sua própria companhia e, em 1966/67, percorre o Brasil com uma encenação de Flávio Rangel para "Édipo Rei", de Sófocles, ao lado de Cleyde Yáconis. Filma "Terra em Transe", de Glauber Rocha, em que vive o ditador de um país latino-americano, saudado como o mais importante lançamento de 1967.

Em 1970 faz o show "Brasil e Cia". e, no mesmo ano, integra uma controvertida montagem de "Macbeth", de William Shakespeare, com direção de Fauzi Arap. Antunes Filho o dirige no espetáculo "Nossa Vida em Família", de Oduvaldo Vianna Filho, 1972. Vive Quixote no musical "O Homem de la Mancha", de Wasserman, novamente com Bibi Ferreira, bem como o protagonista de "Coriolano", de William Shakespeare, direção de Celso Nunes, em 1974. Recebe o Prêmio Mambembe de melhor ator em “A Morte de um Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller, encenação de Flávio Rangel, 1977.

Para tornar-se conhecido de um público mais amplo, participou de telenovelas "Gabriela, Cravo e Canela"; "Pai Herói"; "Guerra dos Sexos" e "Sassaricando"; além de minisséries como "Hilda Furacão".

Seu último personagem no cinema foi no filme “O Passado”, de Héctor Babenco. Estreou em 2006, a peça "O Avarento", de Molière, no Teatro Cultura Artística. Essa peça teve a sua temporada suspensa porque o ator apresentou problemas de saúde.

No ano anterior à sua morte, passara por diversas internações, por conta de um câncer de pulmão. O tratamento (radioterapia e quimioterapia) não o impediu de seguir atuando em "O Avarento", ou parar com os quatro maços de cigarros que fumava diariamente. Faleceu aos 85 anos, por causa do enfisema pulmonar e por complicações decorrentes do câncer.  Seu corpo foi velado na Assembléia Legislativa de São Paulo e cremado. Desde 1999, era casado com a atriz Karin Rodrigues.

Foi declarado patrono do teatro brasileiro.O título, aprovado pelo Congresso Nacional em junho, foi oficializado em uma publicação no Diário Oficial da União, em lei assinada pela presidenta Dilma Rousseff.

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