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Portinari

Cândido Torquato Portinari
29/12/1903, Brodowsky (SP) – 6/2/1962, Rio de Janeiro (RJ)

Filho do casal de imigrantes italianos João Batista e Domingas Torquato, cresceu em uma fazenda de café. Não chegou a completar o primário, mas demonstrava desde pequeno inclinação para a vida artística. É relatado que aos nove anos de idade ajudou na decoração de natal da Igreja.

Aos 15 deixou a pequena cidade do interior paulista e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Expôs pela primeira vez quatro anos depois de chegar a cidade maravilhosa, no Salão Nacional. Passou a interessar-se por uma nova tendência que aparecia na arte brasileira: o modernismo.

Em 1928 seu trabalho é recompensado com o Prêmio Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas Artes. Visitou a Inglaterra, Espanha, Itália e França. Passou todo o ano de 1930 em Paris onde  conheceu a jovem Maria Martinelli, que iria ser seu grande amor. Casou-se com ela  no mesmo ano e retorna ao Brasil em 31.  

Iniciou-se uma etapa extremamente criadora na vida do artista, produzindo coisas absolutamente novas. Passou a retratar o povo brasileiro, misturando sua formação academia com as ideias modernistas.

Em 1935 o nome de Portinari começou a aparecer no exterior Sua tela “Café” foi premiada durante uma exposição internacional no Instituto Carnegie. No Brasil seu nome rondava o meio acadêmico. Tornou-se professor universitário. Pintou diversas obras entre murais e azulejos para o novo edifício do Ministério da Educação entre 1936 e 1944.

Portinari passou a ser um dos principais nomes da nova estética cultural que tomava o meio intelectual no País. Durante esse período também pintou em uma tela já usada “O Morro”, que viria a ser adquirida pelo Museu Moderno de Nova York.

Entregou três grandes painéis para a Exposição Mundial de Nova York em 1939. No mesmo ano nasceu seu único filho, João Cândido.

Sua carreira internacional continuou a crescer na década de 40. Expôs no Museu de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York. Foi também de 1940 o primeiro livro sobre a carreira do autor, publicado pela Universidade de Chicago.

Durante o período entre 41 e 43 realizou algumas séries de obras. Pintou murais sobre a história latino-americana para a Biblioteca de Washington e dois anos depois realizou a sequência conhecida como “Série Biblíca” fortemente influenciada por Pablo Picasso.

Foi convidado por Oscar Niemeyer para criar as obras de decoração da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte. Sua veia política também se manifestou mais fortemente nessa época. Pintou sobre os horrores do fascismo e da guerra. Filiou-se ao Partido Comunista e concorreu ao cargo de Deputado federal em 45 e ao senado em 47.

Em 1948 iniciou uma nova fase na sua pintura. Executou a partir dai a “Primeira Missa”, “Última Ceia” e  “Tiradentes”, recebendo por este último a medalha de ouro do Prêmio Internacional da Paz .

Em 1952 executou obras sobre a chegada da família Real no Brasil. Foi também neste ano que começou os estudos para uma de suas obras mais famosas “Guerra e Paz” que decoram a sede da ONU em Nova York. O painel foi concluído em 1956 e é o maior pintado por Portinari. Pintou também uma tela para o Estado de São Paulo no mesmo período.

Em 1954 intoxicou-se pela primeira vez com suas tintas. Recebeu conselho dos médicos que deveria parar de utilizar esse tipo de substância.

Recebeu em 1955 o prêmio de artista do ano pelo Internacional Fine-Arts Council de Nova York. No mesmo ano expôs em sala independente na Bienal de São Paulo.   Viajou em 56 a convite do governo para Israel, onde executa obras inspiradas na criação do estado judeu.

Expõe em Paris e Munique em 1957, sendo o único brasileiro a participar da exposição de 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts. Participou da Bienal da Cidade do México e mostrou suas pinturas também em Buenos Aires.

Continuou viajando e pintando nos anos seguintes  Falece quando preparava uma grande exposição em Mila, vítima de envenenamento causado pelas tintas que usava.

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