ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Princesa Isabel

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon d'Orléans
29/7/1846, Rio de Janeiro (RJ) – 14/11/1921, Paris (França)

Quando nasceu era a segunda na linha de sucessão ao trono brasileiro. Filha de D. Pedro II, tinha seu irmão, D. Afonso, como o futuro Imperador do Brasil. Acabaria virando uma possível herdeira à coroa com apenas 11 meses de idade, em 11 de junho de 1947, em função do falecimento do infante. O outro príncipe da família, D. Pedro, nasceu em 1848, mas também não passou dos dois anos de idade. Em 10 de agosto do mesmo ano foi reconhecida oficialmente como futura imperatriz pela Assembléia Geral reunida no Paço do Senado.

Passou a ser educada com a severidade que o futuro cargo exigia. Ao lado de sua irmã e companheira de brincadeiras D. Leopoldina, teve como preceptora Mademoiselle Victorine Templier, que as ensinava sob a vista atenta da Condessa de Barral, responsável por educar as meninas.

No seu aniversário de 14 anos (1860) prestou juramento de lealdade ao Império, à religião católica e à constituição, prometendo permanecer fiel ao Imperador e suas leis. Apesar da capital do Brasil ser o Rio de Janeiro, passou grande parte de sua infância em Petrópolis, na região serrana do estado. Era ali que a família real se refugiava com frequência, devido principalmente às epidemias que assolavam o Rio.

Em 1964 casou-se com Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans, o Conde d'Eu, nobre francês que descendia da dinastia deposta em 1848. Ele desembarcou no Rio de Janeiro com seu primo, o Duque de Saxe-Coburgo-Gota, que acabaria desposando D. Leopoldina. Seu primeiro filho, D. Pedro, só nasceria 11 anos depois da cerimônia, em 15 de outubro de 1875. Ela teria mais duas crianças: D. Luís, em 1878 e D. Antônio em  1881.

Criada ao lado de escravos tinha uma postura liberal, pelo menos em relação à escravidão. Logo na primeira vez que assumiu a regência do império em 1871, por ocasião de uma viagem à Europa de D. Pedro II, proclamou a Lei do Ventre Livre no dia 28 de setembro, que automaticamente emancipava os filhos nascidos de uma escrava. Para transpor de maneira tranquila do trabalho escravo para o assalariado, facilitou também a naturalização de estrangeiros no País. Entre outras medidas  estão o prolongamento da estrada de Ferro D.Pedro II, hoje Central do Brasil e o pacto de paz com o Paraguai. Foi também proclamada a primeira senadora do Brasil, seguindo a constituição que firmava que todos os príncipes ao atingirem a idade de 25 anos ganhariam uma cadeira na casa.

Assumiria o cargo de regente novamente em 1876 e foi mais breve que a primeira (de março a setembro) quando tomou diversas decisões ligadas à educação como a criação de escolas primárias e reconstituição do colégio naval. Também amplia a liberdade religiosa, contrariando setores mais ortodoxos da Igreja Católica.

A regência do Brasil seria responsabilidade sua uma terceira vez, entre junho de 1887 e agosto de 1888. Se viu no meio de uma guerra de interesses. De um lado os abolicionistas, que desejavam a queda imediata da escravidão, do outro as elites agrárias que não tinham vontade de perder sua mão de obra (eram cerca de 700 mil escravos no País). Em uma decisão pessoal, substituiu o presidente do Conselho, Cotegipe (contrário a abolição) por João Alfredo. Assim, conseguiu aprovar o projeto de Antônio Prado no dia 13 de maio de 1888. Pelo gesto recebeu a Rosa de Ouro do papa Leão XIII.

Acabaria sofrendo pelo atitude humanitário. Foi acusada de prestar juramento ao marido e ser submetida aos interesses estrangeiros. Acabou banida do Brasil junto com o resto da família real em 17 de novembro de 1889.

Com a morte de D. Pedro II em 05 de dezembro de 1891, passou a ser considerada pelos monarquistas como a legítima imperatriz do Brasil. Foi viver junto do marido no castelo da família Eu, na Normandia, França. Ficaria até o fim da vida no país. Faleceu no mesmo ano que o banimento da realeza foi derrubada pelo presidente Epitácio Pessoa. Seus restos mortais foram transferidos para o Brasil em 1952 e estão depositados no Mausoléu real, em Petrópolis.

mulheres no Acervo

Páginas selecionadas pelo Editor

FOTOS HISTÓRICAS

Leila Diniz e amigas em 1967

Veja essa e outras imagens que marcaram época Leila Diniz e amigas em 1967

Foto: Ywane Yamazaki/Estadão

Tópicos
ver todos