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Raí

Raí Souza Vieira de Oliveira
15/5/1965, Ribeirão Preto (SP)

Quando criança não esperava ser jogador de futebol,  pois a família já tinha um craque: Sócrates. Entretanto acabou vendo que puxou o irmão na categoria dentro de campo. Praticou basquete durante o começo da adolescência, mas foi com a bola no pé, em uma pelada com os amigos que foi convidado a fazer um teste no Botafogo de Ribeirão.

Passou na peneira e começou a jogar nos juvenis do clube em 1980. Dois anos depois, antes mesmo de se profissionalizar, teve sua primeira filha. No ano seguinte estreou no time principal do clube contra o São Bento de Sorocaba, no dia 05 de março. Incentivado pela família e pelo irmão, que apesar de esportista se formou em medicina, cursou duas faculdades: história e educação física, mas não chegou a concluir nenhuma delas.

Começou a se destacar no Botafogo e foi emprestado para a Ponte Preta em 1987. Entretanto não ficou muito tempo no clube, que não pôde aproveitá-lo devido a uma série de contusões. Foi um dos poucos jogadores de times do interior que foi convocado para a seleção brasileira. Seu primeiro jogo com a camisa do Brasil foi contra a Inglaterra, em 19 de maio de 87(empate em 1x1). Destacando-se no cenário nacional foi cobiçado por diversos times, mas acabou assinando com o São Paulo pela quantia recorde na época de 24 milhões de cruzados.

Teve um começo ruim no tricolor, ficando na reserva até 1990. Nessa época conquistou seu primeiro título, o de campeão paulista de 1989. Com a chegada de Telê Santana, não só o clube conquistou alguns de seus maiores títulos como a carreira de Raí disparou.

Se tornou o principal jogador do time alinhando uma visão de joga acima da média com a capacidade de fazer gols. Em 1991 foi artilheiro do estadual com 20 gols e ajudou seu time a levantar a taça. No mesmo ano foi campeão brasileiro ao lado de Zetti, Cerezzo e Cafú em um dos grandes times da história do tricolor.

Foi em 1992 que obteve seu grande título pelo São Paulo. Foi campeão da Libertadores da América em cima do Newell's Old Boys da Argentina. No Mundial de Clubes o time do Morumbi enfrentou o Barcelona. Raí fez dois gols na vitória por 2x1.

Foi ainda campeão da Libertadores em 93 antes de aceitar a proposta do Paris-Saint German e transferir-se para o futebol francês. Como seu início no tricolor, teve uma primeira temporada ruim, indo parar no banco de reservas (mesmo na estreia tendo feito o gol da vitória contra o Montpellier).  Nas temporadas seguintes suas atuações forma melhorando e seu ritmo subindo de produção. Acabou virando um dos principais ídolos da história do clube e um responsáveis por um período de glórias. Em cinco anos na França conquistou o campeonato nacional (94), a Copa da França e a Copa da Liga (95,98) e a Vainquer da la Coupe d’Europe (96).

Nesse período disputou a Copa do Mundo de 1994. Foi titular nos três primeiros jogos mas acabou perdendo vaga nos jogos finais para Mazinho (que na época jogava pelo Palmeiras), entrando contra Holanda e Suécia.

Voltou ao Brasil em 98 para o São Paulo e reestreou pelo tricolor contra o Corinthians na final do Campeonato Paulista. Acabou fazendo o primeiro gol do jogo e coroou sua volta ao País. No ano seguinte teve que fazer uma cirurgia no joelho que o deixou nove meses parado. Voltou e ainda foi campeão estadual sobre o Santos, mas decidiu encerrar a carreira aos 35 anos.

Em sua passagem pelo tricolor virou um dos grandes ídolos da torcida. Foram nove títulos em 393 jogos e 128 gols marcados. Foi por um tempo diretor no clube, mas acabou dedicando sua vida pós campo a filantropia. Junto com o amigo e ex-colega de futebol, Leonardo, criou a Fundação Gol de Letra, que trabalha a inclusão de crianças carentes por meio do esporte. Foi também colunista no Estado de São Paulo.

Foi casado duas vezes. A primeira mulher foi Cristina Belissimo com quem teve duas meninas: Emanuella e Raíssa. Sua segunda esposa foi Danielle Dahoui, cuja relação originou sua terceira filha Noáh. Hoje já tem uma neta, Naíra, filha de sua primogênita.

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