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Renoir

Pierre-Auguste Renoir
25/2/1841, Limoges (França) – 3/12/1919, Cagnes-sur-Mer (França)

Considerado um dos mestres do impressionismo francês, o artista começou a carreira na adolescência como decorador de porcelana e pintor de leques e tecidos. Proveniente de uma família modesta (seu pai era alfaiate e mãe costureira) mudou-se para Paris, em 1845, onde permaneceu no bairro do Louvre por três anos. Aos 21 anos de idade, ingressou na Escola de Belas Artes de Paris, onde fez visitas frequentes ao Museu do Louvre. Começou a trabalhar no ateliê do pintor suíço Charles Gleyre, onde conheceu Claude Monet, Alfred Sisley e Frédéric Bazille. Com eles passa a pintar ao ar livre em Fontainebleau.

Em 1864, sua obra "A Esmeralda", inspirada no romance "Notre Dame de Paris" (1831), de Victor Hugo, é exposta no Salão de Paris. No ano seguinte, expõe no Salão o retrato de Willian Sisley, pai de seu amigo. O natural interesse e as necessidades financeiras o levam a pintar, nessa época, uma  série de retratos. Mas o quadro que melhor caracteriza esta fase da pintura de Renoir é "A Hospedaria da Mãe Anthony", que mostra um grupo de artistas conversando ao redor de uma mesa, sendo servido por um garçom. O quadro, inscrito no Salão Oficial das Artes, em 1867, foi rejeitado para integrar a exposição – assim como foram também os quadros de Monet e Bazille. No ano seguinte, é exposta a tela inspirada em Gustave Courbet Lise com sombrinha, considerada sua primeira obra de destaque, em que retrata Lise Trèhot, sua modelo favorita. Lisa foi também modelo das outras três telas expostas no Salão entre 1869 e 1870.

As atividades como pintor são interrompidas temporariamente nesse ano, quando se alista para lutar na guerra franco-prussiana. Depois de servir no Décimo Regimento da Cavalaria, inscreve no Salão sua obra "Mulheres Parisienses Vestidas como Argelinas" (1872), inspirada em Eugène Delacroix, que é recusada. As rejeições que se seguiram posteriormente o levaram a participar, em conjunto com outros artistas liderados por Monet, da Primeira Exibição Impressionista, ocorrida em 1874, em Paris e repetida nos anos seguintes, contando com cinco edições. Renoir, no entanto, não participou das duas últimas, preferindo retornar ao Salão oficial em 1878, adquirindo grande sucesso com os retratos da atriz Jeanne Samary e de Madame Georges Charpentier, esposa do famoso editor. Ela foi a responsável por lançar Renoir nos círculos sociais, obtendo diversos compradores para seus quadros e permitindo-o alcançar estabilidade financeira.   

A partir de 1880, viajou para a Argélia, onde pintou diversas paisagens, visita Madri para ver o trabalho de Diego Velásquez, e parte para a Itália à estudos. O quadro "Rosa e Azul" (1881), que retrata as duas filhas de Cahen d'Anvers e faz parte do acervo permanente do Masp, é resultado do impacto das obras de Rafael e outros mestres da Renascença na produção do pintor francês, a partir daquela sua viagem. Em sua fase madura, denominada pelo próprio pintor de fase iridescente, demonstra preferência pelos retratos de mulheres e pelos nus: uma de suas obras mais importantes do período é a série "As grandes Banhistas" (1887). Em 1890, casa-se com uma de suas modelos, Aline Charigot, com quem teria três filhos: Pierre, Jean e Claude.

Na virada do século XIX, Renoir já era um artista consagrado, condecorado com a Legião da Honra e reconhecido internacionalmente. Mesmo com a saúde debilitada, sofrendo de reumatismo, continuou trabalhando, produzindo esculturas e pintando nus e retratos. Mudou-se para Cagnes-sur-Mer em 1905, um ano depois de se organizar uma grande retrospectiva com exibição de diversas de suas obras. O agravamento do estado de saúde do pintor durante a década de 1910 o obrigou a ter que pintar sentado e com o pincel amarrado aos dedos. Em 1919, suas obras foram expostas no Louvre. Em dezembro do mesmo ano, faleceu aos 78 anos.

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