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Roberto Marinho

Roberto Pisani Marinho
3/12/1904, Rio de Janeiro (RJ) – 6/8/2003, Rio de Janeiro (RJ)

O fundador do maior conglomerado de comunicação da América Latina iniciou a carreira seguindo os passos do pai, o jornalista Irineu Marinho. Em 1925, trabalhava como repórter e secretário particular de seu pai, que acabara de lançar o jornal vespertino O Globo. Em menos de um mês após o lançamento do jornal, Irineu Marinho falece vítima de um infarto, e o herdeiro Roberto Marinho decide deixar o comando da empresa com o jornalista Euclydes Mattos enquanto continua a exercer funções de copidesque e redator-chefe até 1931, quando se torna diretor de redação da publicação, aos 26 anos de idade.

No final da década de 1930, aproxima-se de Getúlio Vargas, inaugurando o convívio com todos os presidentes da República que o sucederiam nos anos seguintes, o que transformaria Roberto Marinho no grande interlocutor dos principais políticos brasileiros do século 20. No início da Segunda Guerra Mundial, manifesta-se contrário à posição de neutralidade adotada pelo governo brasileiro. Após o alinhamento do Brasil com as forças aliadas, concede ampla cobertura à atuação da Força Expedicionária Brasileira, lançando ainda o tabloide "O Globo Expedicionário". Durante o Estado Novo, participa como membro do Conselho Nacional de Imprensa do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), entre 1940 e 1945.

Amplia suas atividades em 1944, com a inauguração da Rádio Globo. No ano seguinte, já com a crise do governo de Getúlio Vargas, empenha-se por meio do jornal O Globo no processo de redemocratização do país, apoiando o candidato da União Democrática Nacional (UDN), brigadeiro Eduardo Gomes, nas eleições presidenciais de 1945. Embora tenha apoiado pessoalmente o mesmo candidato nas eleições seguintes, mantém o jornal numa posição de neutralidade durante a campanha presidencial. Ao longo das décadas de 1950 e 1960, manteve sua aproximação política com a UDN, opondo-se aos governos de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. Em 1952, integra a delegação brasileira que participa da Assembleia Geral das Nações Unidas. Com a renúncia de Jânio Quadros, presidente que obteve apoio irrestrito do jornalista, inicia campanha contra o vice-presidente João Goulart e apoia o movimento militar que tem início em 1964.

A expansão das Organizações Globo se intensifica em 1965, com a fundação da TV Globo, no Rio de Janeiro. Nesse período, o jornalista enfrenta uma série de acusações durante o processo de implantação da rede televisiva, em virtude de denúncias sobre a participação excessiva de capital estrangeiro no veículo de comunicação por meio de um acordo supostamente ilegal com a norte-americana Time-Life, o que levou à instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Nos anos seguintes, amplia a área de cobertura jornalística por meio da estruturação do Sistema Globo de Rádio, instalando diversas rádios nas grandes capitais brasileiras, e por meio da organização da Rede Globo de Televisão, constituindo transmissoras e retransmissoras em diversos pontos do país.

Em 1977, cria a Fundação Roberto Marinho, organização de apoio a iniciativas educacionais. Nessa época, dedica-se à formulação dos programas educativos Telecurso 1o Grau e Telecurso 2o Grau. Em 1983, o presidente das Organizações Globo recebe o prêmio Emmy de Personalidade Mundial da Televisão, nos Estados Unidos. Em virtude de sua constante relação com o meio político, é acusado, após o processo de redemocratização do país, de interferir nos veículos de comunicação durante o governo de José Sarney e de  influenciar no resultado de eleições para o governo do Rio de Janeiro e a Presidência da República, em 1989. Publica seu único livro, "Uma Trajetória Liberal", em 1992. No ano seguinte, é eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Falece aos 98 anos, em decorrência de um edema pulmonar. Seu empreendedorismo levou à constituição do maior império de comunicação do país, fazendo-o figurar diversas vezes entre os homens mais ricos do mundo.

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