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Rodrigues Alves

Francisco de Paula Rodrigues Alves
7/7/1948,  Guaratinguetá (SP) - 15/1/1919, Rio de Janeiro (RJ)

Natural de Guaratinguetá, no interior paulista, Conselheiro Rodrigues Alves, como posteriormente faria questão de ser chamado, não permaneceu por muito tempo pequena cidade. Filho do português Domingos Rodrigues Alves e de Isabel Perpétua Marins, mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Pedro II.

Em 1866 ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo, onde se formou ao lado de outros grandes nomes como Castro Alves e Afonso Pena. No período se destacou escrevendo para os jornais “16 de julho” e “Imprensa Acadêmica”, ambos ligados a ala conservadora dos estudantes.

Sua carreira política começou logo após a conclusão de seus estudos, em 1870, quando foi eleito para o cargo de vereador em Guaratinguetá.

Em 1874 entrou para a Assembléia Provincial, mas não exerceu o mandato por muito tempo. No ano seguinte deixava o posto para ser promotor público na cidade de São Paulo. O fato repetiu-se em 1876 quando deixou o emprego na capital para se tornar juiz em Guaratinguetá.

Em 1879 voltou ao cenário político no cargo de representante de seu distrito na Assembléia Provincial. Em 1885 Rodrigues Alves entrava para a Assembléia Geral  pelo Partido Conservador.

Finalmente em 1887 o Governo Imperial o nomeia presidente da Província de São Paulo. No ano seguinte recebeu o cargo de Conselheiro do Império, título usado até o final de sua vida.

Em 1889 com a Proclamação da República se filiou ao Partido Republicano Paulista, o PRP.  Logo no primeiro governo republicano, Alvez ocupar o cargo de Ministro da Fazenda durante o governo de Floriano Peixoto. Deixou o cargo em 1892 quando se tornou senador por São Paulo.

Voltou a ser Ministro da Fazendo durante o governo de Prudente de Morais. Permaneceu  até 1896, quando teve desavenças com Manuel Victorino, substituto do presidente que foi forçado a se ausentar por problemas de saúde.

Retornou ao Senado Federal em 1897. Em 1900 foi eleito pela primeira vez Presidente de São Paulo. Durante sua gestão diversas melhoras foram feitas no estado, entre elas a reorganização da força pública, defasadas desde a abolição da escravidão e o aparelhamento do Instituto Butantã, que passou a produzir o Soro de Yersin (combate à peste bubônica). Ficou no cargo até 1902, quando foi eleito Presidente da República.

Rodrigues Alves tomou posse no dia 1º de março de 1902. Governou durante quatro anos, até 1906. Destacam-se diversos momentos durante seu mandato, entre eles a compra do Acre da Bolívia (1903), e a Revolta da Vacina (1904) no Rio de Janeiro, quando juntamente com o diretor  do Serviço Geral da Saúde do Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz, promoveu a vacinação obrigatória. Foi também o auge do ciclo da borracha no Brasil, quando o dinheiro trazido pela venda do produto ajudou na remodelação urbana da capital federal (visando a estética e o combate a pestes). Apesar dos problemas, deixou o cargo sendo chamado de “O Grande Presidente”.

Se ausentou da vida política até 1912, quando com 64 anos assumiu novamente a presidência de São Paulo. Seu mandato foi comprometido devido a diversos problemas de saúde, o que forçou o afastamento por vários meses. Isto não o impediu de candidatar-se novamente ao cargo de presidente da República. Foi eleito em 1918, mas não chegou a assumir. Contraiu a Gripe Espanhola e  faleceu em 15 de janeiro de 1919. Quem assumiu foi o vice, Delfim Moreira.

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