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Salazar

Antônio de Oliveira Salazar
28/4/1889, Vimieiro (Portugal) - 27/7/1970, Lisboa (Portugal)

Em 1900, após completar os estudos na escola primária, com 11 anos de idade, ingressou no Seminário de Viseu, onde permaneceu por oito anos. Católico praticante, em 1908 começou a insurgir-se contra os republicanos jacobinos em defesa da Igreja, escrevendo vários artigos nos jornais.

Em 1910, mudou-se para Coimbra onde em 1914, concluí o curso de Direito. Combate o anticlericalismo da Primeira República através de artigos que escreve para jornais católicos. Enquanto estuda Maurras, Le Play e as encíclicas do Papa Leão XIII, vai consolidando o seu pensamento, explicitando-o em artigos e conferências.

As suas opiniões e ligações levaram-no, em 1921, a concorrer como deputado, ao Parlamento. Sendo eleito e não encontrando aí qualquer motivação, regressou à universidade passados três dias. Lá se manteve até 1926.

Com a crise econômica e a agitação política da 1ª República, a ditadura militar o chamou em junho de 1926 para a pasta das finanças, porém renuncia ao cargo e retorna a Coimbra.  Em 1928, após a eleição do Marechal Carmona, reassumiu a pasta, mas exigindo o controle sobre as despesas de todos ministérios. Conseguiu um "milagre" nas finanças públicas.

Cria a União Nacional em 1930, visando o estabelecimento de um regime de partido único. Em 1932 era publicado o projeto de uma nova Constituição que seria aprovada em 1933, através de um plebiscito. Desta forma deu início ao Estado Novo, caracterizado por uma ditadura antiliberal e anticomunista.

Na Guerra Civil Espanhola, deflagrada em Julho de 1936, apoiou o general Francisco Franco facilitando o envio de armamento para as forças franquistas. Com a Segunda Guerra Mundial mantém a neutralidade e se distancia dos movimentos fascistas e nazistas, chegando a prender seus líderes.

Com o fim da guerra em 1945 se recusa a conceder a autodeterminação aos povos das regiões colonizadas. Praticando uma política de isolacionismo internacional sob o lema “Orgulhosamente sós", levou Portugal a sofrer consequências extremamente negativas.

Defensor de uma política colonialista, alimenta as fileiras da guerra colonial, que se espalha na Guiné e em Moçambique, com o propósito de manter as chamadas províncias ultramarinas sob a bandeira portuguesa. A Guerra Colonial teve como consequências milhares de vítimas entre os povos que acabariam por se tornar independentes aos portugueses.

O princípio do fim de Salazar começou a 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo Antônio, no Estoril. Quando se preparava para ser tratado pelo calista Hilário. caiu da cadeira e sofre uma pancada na cabeça. Levantou-se atordoado, queixou-se de dores no corpo, mas pediu segredo. Apenas três dias depois é que o médico do Presidente do Conselho, Eduardo Coelho, soube do sucedido. No dia 6 de Setembro, à noite, foi  internado no Hospital de São José e os médicos não se entendem quanto ao diagnóstico - hematoma intracraniano ou trombose cerebral -, mas concordam que é preciso operar, o que acontece no dia 7 de Setembro.

Salazar foi afastado do governo em 27 de Setembro de 1968, quando o então Presidente da República, Américo Tomás, chamou Marcello Caetano para substitui-lo. Até morrer, em 1970, continuou a receber visitas como se fosse ainda Presidente do Conselho.

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