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Salvador Allende

Salvador Guillermo Allende Gossens
26/6/1908, Valparaíso (Chile) – 11/9/1973, Santiago (Chile)

Nascido em uma família de importantes figuras da história chilena, o filho de Salvador Allende Castro e Laura Gossens Uribe foi batizado na Igreja de São Lázaro no dia 12 de julho de 1908. Em 1926, ingressou na escola de medicina da Universidade do Chile, tendo se tornado presidente do centro de alunos, vice-presidente da federação dos estudantes e membro do conselho universitário. Nessa época, participou ativamente das campanhas contra a ditadura de Carlos Ibáñez e se dedicou a lecionar gratuitamente para trabalhadores.

Em 1931, foi expulso da Faculdade devido a sua atuação política, mas conseguiu regressar à instituição pouco tempo depois e se formou em 1933. Para adquirir o título de médico cirurgião, o jovem estudante de medicina publica a tese “Higiene Mental e Delinquência”, na qual defende que os fatores socioeconômicos e culturais prevalecem sobre os biológicos na determinação do delito. No dia 19 de abril do mesmo ano, participou da fundação do Partido Socialista Chileno, sendo escolhido para o cargo de secretário regional do partido em Valparaíso. Em 1935, tornou-se redator do boletim médico do Chile.

Em 1937, foi eleito deputado por Valparaíso e Quillota, estabelecendo um importante vínculo com os trabalhadores e sendo nomeado Subsecretário Geral do Partido Socialista. Em 1938, junto de outros congressistas chilenos, enviou uma carta à Alemanha na qual criticava a perseguição dos judeus pelos nazistas. Em 1939, torna-se ministro da Saúde do governo Pedro Aguirre Cerda, e é considerado o “ministro dos pobres”. Em 1940, casou-se com Hortência Bussi, e com ela teve três filhas, Carmen Paz, Beatriz e Isabel, em 1941, 1942 e 1945 respectivamente. Em 1945, foi eleito senador por uma nova circunscrição, legislando em prol de saúde pública, proteção à infância e seguridade social.

Em 1952, lança sua primeira candidatura presidencial a partir de um grupo dissidente do Partido Socialista, a Frente do Povo. É, contudo, derrotado pelo General Ibáñez, que recebe cerca de 450 mil votos. Em 1953, Allende é novamente eleito senador, defendendo novos projetos de saúde pública. No ano seguinte é eleito vice-presidente do Senado. Nessa função, é convidado a visitar a União Soviética e República Popular da China pela primeira vez. Em 1958, é novamente candidato à presidência do Chile, mas é derrotado pelo candidato de direita por uma diferença estreita. É, então, eleito senador por Valparaíso e Aconcágua.

A terceira vez em que concorreu à presidência foi em 1964, sendo derrotado pelo candidato da Democracia Cristã, Eduardo Frei. Em 1966, é nomeado presidente do Senado e visita a Conferência Tricontinental de Havana. Eleito senador novamente em 1969, ficaria pouco tempo no cargo, uma vez que se saiu vitorioso em sua quarta candidatura à presidência em 1970. Na época, Allende foi o candidato da Unidade Popular, uma frente de esquerda que congregava socialistas, comunistas e social-democratas, e recebeu uma quantidade elevada de votos, embora com uma diferença bastante estreita em relação ao segundo colocado. Assumiu a presidência da República do Chile no dia 3 de novembro de 1970.

No dia 11 de julho de 1971, nacionalizou o cobre, tornando esta data o “dia da dignidade nacional”. Em 1972, falou na assembleia das Nações Unidas e disse que “os grandes valores da humanidade não poderão ser destruídos”. Também acelerou o processo de reforma agrária, aumentou o salário de trabalhadores e congelou preços de mercadorias. Allende era discriminado por seus opositores (como o intelectual nazista chileno, Miguel Serrano) por ser descendente de judeus, e era apelidado de “Judeu bolchevique”. No dia 11 de setembro de 1973, militares e grupos civis conservadores levam a cabo um golpe que vinha sendo articulado contra o governo Allende, considerado uma ameaça socialista em plena guerra fria. O Palácio da Moeda, no qual se encontrava o presidente, foi bombardeado por militares ao meio-dia. O presidente resistiu e para não se entregar aos golpistas, cometeu suicídio.

Em 1973, seu corpo foi transladado ao Cemitério Santa Inês e enterrado de forma anônima. Em 1990, foi criada a fundação Salvador Allende e, no dia 4 de setembro daquele ano, foi realizado um funeral oficial em homenagem ao presidente.

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