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Santos Dummont

Alberto Santos Dumont
20/7/1873, Palmira (MG) – 23/7/1932, Guarujá (SP) 

Considerado o pai da aviação, Alberto Santos Dumont nasceu em uma família abastada. Filho do engenheiro Henrique Dumont, residiu em Minas Gerais onde seu pai trabalhava na ferrovia Central do Brasil. Mas não permaneceu muito tempo no estado. A família mudou-se em 1874 para a cidade de Valença, Rio de Janeiro, onde passou a morar na fazendo de seu avô materno.

Em 1879 seus pais usaram a herança deixada pelo avô para comprar uma fazenda própria na zona rural de Ribeirão Preto, São Paulo. Tornaram-se um dos principais produtores de café da região e a riqueza da família aumentou. Santos Dumont foi estudar em Campinas e logo passou a se entreter com as obras de Júlio Verne.

Teve que vender a fazenda em 1890 porque seu pai estava doente, acometido por hemiplegia, teve parte do corpo paralisado. A família então foi para a França, onde Henrique Dumont deveria tratar-se nas Termas de Lamalou-les-Bains. Em Paris, Alberto ao visitar uma exposição e conheceu pela primeira vez o motor à combustão.

Voltou para o Brasil em 1891, onde passou a residir na Rua Helvétia, em São Paulo. E, em 1892, foi emancipado e retornou à capital francesa para dedicar-se aos estudos. Aprendeu química, física, mecânica e eletricidade, tanto em aulas particulares quanto na Universidade de Bristol, na Inglaterra. Ávido por aventuras, comprou seu primeiro automóvel em 1897. Mas o que o fascinaria mesmo seriam os balões. Subiu pela primeira vez em um em 1898. Decidiu especializar-se e contratou baloeiros franceses para lhe ensinar a manobrar.

Ficava incomodado com a ideia de falta de controle no veículo e no mesmo ano construiu seu primeiro dirigível, o Santos Dumont nº 1 tinha a forma de um charuto. O primeiro voo não foi tão bem sucedido quanto o planejado, quase matou seu inventor. Decidiu se dedicar a desenvolver esse tipo de transporte. No ano seguinte, contornou três vezes a Torre Eiffel com o Santos Dumont n º 3.

Em 1901 ganhou o prêmio “Deutsch” de 100 mil francos com o nº6.  Tornou-se famoso no mundo pelo seu feito, ditando até mesmo a moda da época com seu chapéu panamá com as abas abaixadas. Chegou a viajar para os Estados Unidos onde conheceu o laboratório de Thomas Edison e foi recebido pelo presidente americano Theodore Roosevelt.

Seu projeto mais famoso foi o avião 14-bis,concebido em 1906. Ganhou este nome porque inicialmente foi preso ao dirigível nº 14 para o teste de sustentação. A primeira vez  com o biplano foi foi testado, no dia 07 de setembro, ele conseguiu voar por apenas um metro. Dois dias depois, no Campo de Bagatelle, levantou voo por oito metros.  O aviador ganhou a Taça Archdeacon em outubro quando consegue tirar o veículo do solo por um metro e pela distância de sessenta. Em novembro do mesmo ano voou 220 metros. Depois disso abandonou o biplano preferindo a leveza das Demoiselle- desenvolvida por Dumont o modelo é considerado o primeiro ultraleve da história.

O feito teve uma grande repercussão da imprensa e foi considerado o nascimento da aviação. Seus inventos acabariam sendo aperfeiçoados por outros inventores mas o mérito de criar o aparelho era de Dumont. Em 1909 recebeu o primeiro brevê do Aeroclube da França. No mesmo ano foi realizada a primeira travessia aérea do Canal da Mancha.

Seu último voo foi em 1910. depois disso, fechou sua oficina. Recluso, assistiu seu invento ser usado para fins bélicos durante a Primeira Guerra Mundial, fato que lamentou até o fim da sua vida.

Passou a viver no litoral francês  e a se dedicar à astronomia. Voltou ao Brasil em 1915, quando começou a sofrer de depressão. Foi morar em Petrópolis onde construiu um chalé chamado de “A Encantada”. Lá, colocou em prática algumas de suas invenções como o chuveiro de água quente e uma escada onde só era possível começar a subir com o pé direito.

Participou das comemorações do centenário da Independência Brasileira em 1922,quando condecorou Anésia Pinheiro Machado pelo percurso de avião entre Rio de Janeiro e São Paulo. Mas, suas aparições em público tornavam-se cada vez mais raras. Vivia entre o Brasil e a Europa. Ganhou o título de Grande Oficial da Legião de Honra da França pouco antes de se internar algumas casas de saúde. Foi trazido por seus sobrinhos de volta para o País onde, hospedado em um hotel, se suicidou com duas gravatas no banheiro.  No ano de sua morte, Palmira, sua cidade natal, passou a se chamar “Santos Dumont” em sua homenagem.

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