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Sidney Poitier

Sidney Poitier
20/2/1927, Miami (EUA)

Filho de uma família de Cat Island, nas Bahamas, nasceu prematuramente em alto-mar a caminho de Miami, depois que os pais resolveram atravessar o estreito da Flórida, em um veleiro, para vender tomates. Cresceu nas Bahamas e teve uma infância marcada pela pobreza. Passou seus primeiros dez anos de vida próximo à natureza, pescando e trabalhando ao lado dos irmãos e irmãs, numa pequena propriedade da família.

Quando tinha onze anos, os pais se mudaram para Nassau. A  partir daí passou a ter maior contato com a cidade. Deixou a escola aos 12 anos para ajudar financeiramente a família trabalhando como operário. Quando o melhor amigo de Sidney foi enviado para um reformatório escolar, o pai ficou com receio de que o filho também se envolvesse com atos de delinquência. Então pediu para que ele fosse tentar a sorte nos Estados Unidos. A partir daí foi viver com o irmão na Flórida, em 1941.

Embora rapidamente tenha encontrado trabalho na Flórida, não conseguiu  se adaptar ao preconceito racial existente na época. Depois de um verão passando roupas e  lavando pratos em um resort nas montanhas da Geórgia, partiu para Nova York. Roubado ao longo do caminho, chegou ao bairro de Harlem, com 16 anos de idade e apenas alguns dólares no bolso. Sem conhecer ninguém passou a dormir em estações de ônibus até juntar dinheiro o suficiente para alugar um quarto. Despreparado para o rigoroso um inverno de Nova York e incapaz de pagar roupas quentes, mentiu sobre sua idade e se juntou ao exército para escapar do frio.

Após uma breve passagem nas forças armadas, onde foi locado em um hospital para veteranos, passou a realizar trabalhos domésticos. Decidido a entrar para o teatro conseguiu uma pequena ponta numa produção da Broadway, "Lysistrata". Recebeu excelentes críticas dos profissionais da imprensa.

No final de 1949, teve um convite de Darryl F. Zanuck, para atuar no filme de Joseph L. Mankiewicz, em  "O Ódio é Cego", onde protagonizou  um médico negro que tratava de brancos racistas. Sete anos depois, começou a receber convites para atuar em outros papéis. Um dos filmes, "Acorrentados" lhe valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.

Em 1963, por sua atuação em "Uma Voz nas Sombras", de Ralph Nelson, foi finalmente agraciado com a famosa estatueta.  Em 2002, a Academia Cinematográfica de Hollywood lhe conferiu um prêmio honorífico por sua obra.

Poitier conseguiu seu maior sucesso no cinema com o drama  “Ao Mestre com Carinho” (1967). O filme mostra  um professor em meio a todos os métodos pedagógicos e  problemas juvenis na década de 60. Depois vieram  “A Maior História de Todos os Tempos” (1965); a comédia “Adivinhe Quem Vem para Jantar” (1967, com Spencer Tracy); e, em 1988, com o filme de ação "Atirando para Matar". Também tiveram grande sucesso os filmes em que encarnou o policial Virgil Tibbs, como “No Calor da Noite” (1966).

Durante a década de 1970 começou a dirigir uma série de comédias como "Stir Crazy" (1980) e "Ghost Dad" (1990). Voltou a atuar depois de uma ausência de 10 anos, aparecendo em "Shoot to Kill" (1988), "Little Nikita" (1988), "Sneakers" (1992) e "Um Homem, Um Voto" (1997).

Além de suas atividades nos palcos e no cinema  sempre foi atuante em movimentos pela defesa dos direitos civis. Embora nos últimos anos tenha reduzido a freqüência de atuação no cinema nos últimos anos, ainda permanece sendo um dos mais respeitáveis e queridos atores do cinema americano do século XX. Fluente em russo, foi agraciado com o grau de doutorado honorífico pela Universidade Shippensburg da Pennsylvania.

Foi casado duas vezes, primeiro com a dançarina Juanita Hardy, com quem  permaneceu de 1950 a 1965 e teve quatro filhos. Depois se casou com a atriz canadense Joanna Shimkus. Com ela teve mais duas crianças. Foi nomeado Cavaleiro Comandante do Império Britânico em 1974, o que lhe conferiu o direito de usar o título de "Sir". Serviu como embaixador não-residente das Bahamas para o Japão e para a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. 

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