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Stanley Kubrick

Stanley Kubrick
26/7/1928, Nova York (EUA) – 7/3/1999, Hertfordshire (Inglaterra)

Tem uma filmografia extremamente curta, apenas 13 filmes rodados entre 1953 e 1996. Entretanto tem entre seus trabalhos alguns filmes considerados marcos na história do cinema. Com uma visão do mundo extremamente pessimista, tratou o ser humano como um mal, uma criatura que escolheu a violência em suas mais diversas formas como regra para o convívio social. Seu interesse pelo cinema iria acontecer em um momento posterior ao início de seus trabalhos com a imagem. Ganhou uma máquina fotográfica de seu pai, que tentava fazer o jovem adquirir interesses na vida e melhorar seu rendimento escolar.

Conquistou seu primeiro emprego como repórter fotográfico. Conta-se que levou seus trabalhos para revista Look e acabou contratado. Seu início como cineasta se daria de maneira autodidata. Já consolidado como um dos principais fotógrafos americanos da época, fez o curta “Day of Fight” com seus próprios recursos. Antes do lançamento de seu primeiro longa-metragem, “Fear and Desire” em 1953, trabalhou em outros curtas feitos por encomenda. Em 1955 lançou “Killer's Kiss”.

Um ano depois iria surpreender os críticos e fãs com “O Grande Golpe (The Killing) uma visão pessoal do gênero “roubo perfeito”. Ainda não era uma obra-prima mas já dava mostras do que o diretor podia fazer com uma câmera na mão. Em 1957 estrearia “Paths of Glory”, cuja tradução no Brasil seria “Glória feita de Sangue”, uma crônica antibelicista relatando o conflito nas trincheiras na Primeira Guerra Mundial. O filme acabou proibido por muitos anos na França. No papel de um general estava o ator Kirk Douglas, que gostou do trabalho de Kubrick e praticamente exigiu do estúdio a contratação do diretor para o épico “Spartacus” de 1960, após a direção de Anthony Mann, que já havia filmado grande parte do projeto.

Apesar do sucesso, Kubrick ficaria chateado pois não pode colocar suas ideias em prática no filme, tendo que aceitar as imposições do estúdio e até mesmo de Kirk Douglas. Decidiu que só aceitaria  projetos onde tivesse total liberdade. Primeiro resultado foi o polêmico “Lolita” de 1962, adaptação da obra do russo Vladmir Nabokov e que traz a história do amor de um professor por sua enteada menor de idade. Apesar de já tratar da degradação humana, o filme não trouxe muitas inovações, pelo menos na questão técnica. Entretanto trouxe a memorável atuação de Peter Sellers.

A parceria entre o ator e o diretor se consolidaria dois anos depois em “Doutor Fantástico” (“Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb”) uma sátira sobre a guerra fria onde Sellers interpretava três papéis, entre eles o personagem título.

Seu próximo filme não seria considerado apenas um de seus principais trabalhos, mas um marco no gênero da ficção científica tirando-a da sequência de monstros que predominava à época.. A partir de uma história de Arthut C. Clarke, Kubrick relata o progresso científico da humanidade em “2001: Uma Odisséia no Espaço”. Apesar de não ter recebido grande reconhecimento na época foi posteriormente considerado um marco tanto na linguagem utilizada quanto nos efeitos especiais.

Tentaria durante um período levar a história de Napoleão Bonaparte para o cinema, tendo que abandonar a ideia devido ao alto custo da produção.

Em 1971 ele lançaria “Laranja Mecânica” (“A Clockwork Orange”) baseado no romance futurista de Anthony Burgess. O principal trunfo do filme é o debate sobre a banalização da violência na sociedade e os limites do estado sobre o indivíduo. Seu próximo trabalho seria “Barry Lyndon” uma adaptação literária sobre um soldado irlandês. No projeto pode usar parte da pesquisa não aproveitada feita para o épico com Napoleão.

“O Iluminado” de 1980 seria a entrada de Kubrick no gênero terror. Baseado em um romance de Stephen King, trouxe Jack Nicholson no papel principal.

Demoraria sete anos para entrar em um novo projeto, “Nascido para Matar” (“Full Metal Jacket”) onde retornou ao tema da guerra, trazendo sua visão sobre o Vietnã. Começaria seu último trabalho em 1996, “De Olhos Bem Fechados”. Não chegou a ver o sucesso de sua obra, falecendo meses antes da chegada do filme aos cinemas, vítima de uma parada cardíaca.

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