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Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral
1/9/1886, Capivari (SP) - 17/1/1973, São Paulo (SP)

Tarsila do Amaral foi uma célebre artista do modernismo brasileiro. Nasceu no dia primeiro de setembro de 1886 na cidade paulista de Capivari. Foi criada na fazenda cafeeira dos pais, onde obteve uma educação européia. Entre 1898 e 1902, estudou em São Paulo e viajou com a família para a Europa. Retornou ao Brasil em 1906, ano em que se casou com o primo André Teixeira Pinto, com quem posteriormente teria a filha Dulce. Dez anos depois, estudou escultura com Zadiz e Mantoviani. No ano seguinte, recebeu orientação de Pedro Alexandrino em desenho e pintura. Logo abandonou a estética academicista e optou pela pintura de caráter impressionista.

Em 1920, Tarsila mudou-se para Paris e passou a estudar pintura na Académie Julien. Frequentou ateliês de pintores como André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger, por quem seria influenciada em sua estética cubista. Em 1922, apresentou uma tela no Salão Oficial dos Artistas Franceses, em Paris, e no mesmo ano partiu para o Brasil, onde aderiu ao movimento modernista nacional ao lado de Anita Malfatti, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia.

Inicia em Paris os estudos com André Lhote e Albert Gleizes. Pinta "A negra", obra de caráter nitidamente nacional. Em 1924, ao terminar seus estudos, retorna ao Brasil. No mesmo ano, faz a ilustração para a coletânea de poemas de “Fueilles de route”, do poeta francês Blaise Cedars. Em 1925, Tarsila adere ao movimento Pau-brasil. Em 1926, faz uma viagem pelo Oriente Médio, realiza sua primeira exposição individual e se casa com Oswald de Andrade. A obra emblemática de sua arte, o "Abaporu" (homem que come gente em tupi), é criada em 1928. No ano seguinte, realiza sua primeira exposição individual no Brasil.

Em 1930, trabalha na Pinacoteca do Estado de São Paulo e se divorcia de Oswald de Andrade. No ano seguinte, viaja para a União Soviética com seu novo namorado comunista, Osório César, e apresenta seus trabalhos em Moscou, onde também se torna gradualmente mais sensível à causa operária. Em 1932, mais uma vez no Brasil, Tarsila é presa por seu envolvimento com esquerda e acusada de subversiva por ocasião da revolução constitucionalista. Em 1933, a artista pinta telas de temática social, como "Operários" e "Segunda Classe".

No ano seguinte, participa do primeiro Salão Paulista de Belas Artes. Em 1940, a Revista Acadêmica publicou um número especial sobre Tarsila. Em 1944, vai à Ouro Preto ao lado de artistas como Mário de Andrade e Alfredo Volpi e, no ano seguinte, participa da exposição “Vinte artistas brasileiros”. Entre 1952 e 1954, escreveu artigos para o Diário de São Paulo e pintou um painel sobre a Procissão do Santíssimo para o pavilhão de história. Em 1961, vende sua fazenda e fixa-se em São Paulo. Três anos depois, participa da XXXII Bienal de Veneza. Em 1967, é realizada na Galeria Tema uma exposição em homenagem a Tarsila. “Tarsila, 50 anos de pintura”, uma exposição retrospectiva da obra da artista, é realizada pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro e pelo Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.

Morre no dia 17 de janeiro de 1973. Suas obras estão dispersas por acervos particulares e museus como o Museu de Arte Contemporânea da USP, a Pinacoteca de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade. O "Abaporu" foi adquirido em um leilão feito em Nova Iorque por um colecionador argentino por mais de um milhão de dólares.

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