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Tim Bernes-Lee

Timothy John Berners-Lee
8/6/1955, Londres (Inglaterra)

Sua invenção nada mais foi do que o WWW, ou seja, World Wide Web. Um sistema que nasceu para ligar as universidades entre si, e para que os trabalhos e pesquisas acadêmicos fossem utilizados mutuamente em um ambiente de contribuição com os lados envolvidos. É responsável ainda pelo desenvolvimento de duas ferramentas indispensáveis para a Internet: o código HTML e o protocolo HTTP. Com suas invenções e  melhorias nestes protocolos e códigos chegamos à internet como a conhecemos.  

A genialidade de Tim Berners-Lee teve início no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear - CERN durante os anos 80. Na época  a instituição  partilhava os  conhecimentos apenas por intermédio de publicações em papel. Coube a Berners-Lee encontrar pistas que permitissem  mudar tal situação. Desta maneira formado em engenharia de sistemas e com larga experiência em telecomunicações e programação de editores de texto, concebeu a World Wide Web, em 1989.

Ele conhecia bem o conceito de hipertexto, uma tecnologia consagrada para a organização e apresentação de material escrito em formato eletrônico, que existe desde os anos 60 mas que tem sido discutida desde 1945. O tema já estava profundamente estudado e até implementado em sistemas de ajuda.   

Mas isto era só uma parte do problema. A outra era a separação geográfica de toda aquela gente e o fato de todos usarem sistemas de informação diferentes e incompatíveis. A plataforma de comunicação utilizada  em questão era a internet, que em termos práticos era pouco mais do que uma ferramenta para troca de correspondência.

Havia o inconveniente de obrigar os utilizadores a codificar os seus documentos num formato específico, onde o texto seria pontuado por códigos. Para definir estas regras, Berners-Lee  baseou-se no SGML, uma invenção da IBM. A isto ele chamou de HTML.

Estes documentos seriam então gravados no disco rígido de um computador com acesso permanente à Internet. Cada um deles seria dotado de uma localização específica, definida a partir do seu nome  no disco rígido, da estrutura de diretórios e do domínio ou endereço IP. Essa localização, a que se acrescenta ainda o protocolo de acesso à informação, levou o nome de URL. Era necessário criar um novo protocolo que permitisse o acesso adequado à informação neste formato e o seu carregamento o HTTP.

Para tornar isto tudo uma realidade foi  necessária a ajuda de um engenheiro. Com a ajuda de Robert Cailliau, criou um servidor e um cliente para o seu protocolo e começou a experimentar o sistema. Para popularizar a criação, desenvolveu-se ainda uma aplicação que convertia com relativa facilidade a documentação já existente para o novo formato.

Em 1991 e nos dois anos seguintes a nova facilidade de disponibilização automática de informação tornou-se muito popular entre a comunidade de físicos nucleares. Bastava-lhes colocar os seus relatórios numa máquina do seu sistema, avisar por correio a sua disponibilidade e o seu URL. Assim quem estivesse interessado, podia facilmente acessar os documentos, sem qualquer necessidade de usar o papel.

Tim Berners-Lee escolheu não se beneficiar financeiramente de sua criação. Preferiu orientar a sua vida para o acompanhamento rigoroso da sua invenção,  afim de assegurar um lugar sólido no panteão das conquistas da humanidade. A revista TIME, por exemplo,  o considera um dos 20 mais importantes cientistas (e uma das 100 pessoas mais influentes) do nosso século, ao lado de Einstein (relatividade), Fleming (penicilina), Turing (computador), Freud (psicanálise), entre outros.

Atualmente o físico garante que não se arrepende da decisão, que poderia tê-lo tornado bilionário. Hoje ele se dedica a aprimorar ainda mais os recursos da rede e está à frente do projeto da "web semântica". Isto porque  acredita que com essa nova versão irá aumentar consideravelmente as possibilidades da internet, pois torna possível o cruzamento de dados que hoje ficam confinados em programas diferentes.

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