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Washington Luís

Washington Luís Pereira de Sousa
26/10/1869, Macaé (RJ) - 4/8/1957, São Paulo (SP)

Washington Luís Pereira de Sousa foi o último presidente da chamada república velha brasileira. Ele nasceu no dia 26 de outubro de 1869 na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro. Filho de um rico proprietário de escravos, Washington Luís estudou no Colégio Pedro II, na Faculdade de Direito de Recife e na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde bacharelou-se em 1891. Foi nomeado promotor do município de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, trabalhou como advogado na cidade paulistana de batatais e, posteriormente, atuou como vereador e presidente da Câmara deste município. Casou-se com Sofia Paes de Barros, neta do Barão de Piracicaba, no dia 4 de março de 1900. Teve quatro filhos com ela.

Depois do casamento, Washington Luís mudou com a família para São Paulo. Foi eleito deputado federal em 1904 e assumiu a Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo um ano depois. Em 1913, foi escolhido pelos vereadores para ser prefeito da cidade de São Paulo, tendo retornado ao cargo em 1917, por voto direto. Mandou gravar nos brasões da cidade o lema “Non ducor, duco” (“não sou conduzido, conduzo”), recuperou as finanças da capital e construiu estradas municipais. Entre 1920 e 1924, Washington foi presidente do estado de São Paulo, onde investiu, sobretudo, na construção de rodovias. Ao deixar o governo foi eleito senador estadual e, depois, senador federal.

Washington Luís foi eleito presidente para o quatriênio 1926-1930, tendo sido indicado pelas influentes oligarquias nacionais, orientadas pelo pacto do “café com leite”. Washington foi eleito por voto direito, sem concorrentes, e governou de forma autoritária. Em seu governo, negou-se a conceder anistia aos revoltosos da Coluna Prestes e da insurreição paulista de 1924. Implementou, no final de 1926, uma reforma monetária que instituiu o cruzeiro como nova moeda da república. Em 1927, aprovou a lei celerada, que ampliava a regulação da mídia e cerceava o direito de reunião. O alvo do presidente era, sobretudo, o movimento operário – o que talvez explique porque lhe atribuíram a frase “a questão social é um caso de polícia”. Promulgou, no entanto, a primeira lei de acidentes no trabalho, além da lei que instituía tribunais rurais para julgar questões relativas a contratos de serviços agrícolas. Em 1929, a quebra da bolsa de Nova Iorque gerou uma crise mundial que colocou o presidente em situação crítica e interrompeu seu projeto de reforma das finanças da União. O café era o principal produto de exportação nacional, e foi severamente atingido por uma queda geral nos preços a partir desde ano.

A crise do governo Washington Luís foi agravada pela indicação do candidato paulista Júlio Prestes à sucessão presidencial. Gaúchos, mineiros e paraibanos, discordando da escolha paulista, formaram uma aliança política e lançaram a candidatura de Getúlio Vargas contra o candidato das elites cafeicultoras. Júlio Prestes venceu as eleições do dia primeiro de março de 1930, mas a Aliança Liberal contestou os resultados alegando fraude. Somando-se a isso o assassinato do líder oposicionista paraibano, João Pessoa, e o descontentamento geral em relação à corrupção e às fraudes da república velha, a situação política tornava-se cada vez mais crítica.

Em outubro de 1930, um grupo de conspiradores derrubou o presidente Washington Luís e colocou Getúlio Vargas no poder, um movimento que ficou conhecido como “Revolução de 30”. O presidente até cogitou resistir, mas acabou desistindo após considerar a força de seus opositores. Washington foi levado preso ao forte da Guanabara. Exilou-se na Suíça, em Portugal e nos Estados Unidos entre 1930 e 1947, ano em que regressou ao país. Não se envolveu mais em política, e dedicou os últimos anos de sua vida ao estudo de humanidades. Morreu, em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1957.

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