ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Woody Allen

Allan Stewart Konigsberg
1/12/1935, Nova York, (EUA)

De ascendência judaica, foi criado no Brooklyn, onde aprendeu ídiche e estudou por oito anos em uma escola hebraica. Mais tarde, estudou na Public School 99 e em Midwood High School. Aos 16 anos, adotou o nome Woody Allen e decidiu se tornar um escritor profissional. Ingressou na Universidade de Nova Iorque, onde estudou comunicação e cinema. Também estudou por pouco tempo no City College of New York. No entanto, não concluiu os estudos, tendo se tornado autodidata.

Aos 19 anos, começou a escrever piadas e roteiros de shows de comédia como “The Ed Sullivan Show”, “The Tonight Show”, “Caesar’s Hour” e outras transmissões televisivas. Em 1961, começou a carreira como humorista de stand-up comedy (espetáculo humorístico desempenhado por apenas um comediante, sem grandes recursos). Trabalhou em clube chamado Duplex, no bairro novaiorquino Greenwich Village. Depois, começou a escrever para o espetáculo de televisão “Candid Camera”. Tornou-se, em pouco tempo, um comediante reconhecido e bastante popular, comparecendo a programas de televisão e muitos clubes noturnos. Nesse período, também passou a escrever contos para a revista The New Yorker.

Na década de 1960, o jovem comediante começou a escrever peças de teatro de sucesso, como “Don't Drink the Water” (1966), que foi apresentada em três diferentes teatros da Broadway. O elenco incluía Lou Jacobi, Kay Medford e Anita Gillette. Em fevereiro de 1969, apresentou na Broadway a comédia “Play It Again, Sam”.

Estreou no cinema em 1965 com o filme “What's New, Pussycat?” (O que é que há, gatinha?), para o qual escreveu o roteiro e fez uma ponta. Foi em 1966, contudo, que Allen dirigiu seu primeiro filme, “What's up Tiger Lily?”. Depois, dirigiu filmes como “Take the Money and Run” (Um Assaltante bem Trapalhão), "Bananas, Everything You Always Wanted to Know About Sex” (Tudo o que você sempre quis saber sobre o sexo), “Sleeper” (O Dorminhoco), “Play it Again, Sam” (Sonhos de um sedutor, baseado em sua peça de teatro) e "Don't Drink the water" (Não beba a água, também baseado na peça da Broadway).

Seus filmes de maior sucesso estrearam no cinema a partir de 1977, após o lançamento de um de seus hits, “Annie Hall” (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa ). Nessa fase de sua carreira, o cineasta dirigiu filmes como “Interiores” (1978), “Manhattan” (1979), “Zelig” (1983), "Broadway Danny Rose" (1984), “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985) e “Hannah e suas irmãs” (1986). Essa época foi marcada por uma mudança no estilo do diretor, representada pela maior sofisticação de suas comédias e dramas.

Na década de 1980, o cineasta passou a dirigir filmes de caráter mais sombrio e com contornos mais filosóficos. Na década de 1990, filmou “Manhattan” (1993), uma combinação de suspense e comédia, “Poderosa Afrodite” (1995), com a aclamada atuação de Mira Sorvino (vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante), “Todos Dizem Eu te amo” (1996), “Desconstruindo Harry” (1997), “Celebrity” (1998) e “Sweet and Lowdown” (1999). Um dos seus maiores sucesso cinematográficos, “Match Point”, estreou em 2005. Com um roteiro inspirado pelo renomado romance "Crime e Castigo", de Dostoiévski, o filme rendeu a Allen uma indicação para o Oscar na categoria de melhor roteiro original.

Entre seus filmes mais recentes encontram-se, “Scoop: o grande furo” (2006), “Vicky Cristina Barcelona” (2008), “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010) e “Meia-noite em Paris” (2011). Foi casado com Harlene Rosen (1954), Louise Lasser (1966) e Soon-Yi Previn (1997). Envolveu-se romanticamente com as atrizes Diane Keaton, que participou em uma de suas primeiras peças na Broadway, e Mia Farrow, com quem disputou judicialmente a guarda dos filhos.

Os filmes de Allen exploram temas como sexualidade, morte, psicologia, literatura e filosofia. Fã de Jazz, o cineasta também é clarinetista e se apresentou várias vezes para tocar músicas desse gênero musical. Publicou, entre outras obras, “Sem Penas” (1975), “Efeitos colaterais” (1980), “Deus: uma piada em um ato” (1995), “The Floating Light Bulb” (1981) e “Mera anarquia” (2007).

Páginas selecionadas pelo Editor

Viu essa página?

Capas históricas: 11 de setembro

Pesquise e acesse todas as edições do jornal Capas históricas: 11 de setembro

Veja a edição completa de 12/11/2001

Tópicos
ver todos