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Zagallo

Mário Jorge Lobo Zagalo
8/8/1931, Maceió (AL)

Logo aos oito meses de idade deixou sua cidade natal e veio para o Rio de Janeiro, local que o consagraria por meio do futebol. Quando garoto, morou nas imediações do Derby Club, onde viria a ser construído o maior estádio do mundo, o Maracanã. Chegou a jogar bola no terreno ainda vazio, mesmo local onde conquistaria tantos títulos. Sua estreia no esporte foi no América-RJ, clube onde era sócio contribuinte. Seu primeiro título veio em 1949 no Campeonato de Amadores do Rio de Janeiro.

Nessa época prestava serviço militar. Foi fardado que ajudou a erguer o Maracanã. Em 1950 como membro da Polícia do Exército patrulhou de dentro do campo a final da Copa do Mundo e viu o Brasil perder para o Uruguai por 2x1.

No mesmo ano transferiu-se para o Flamengo convidado por um oficial do exército. Começou nos juvenis, sem assinar contrato e em pouco tempo estava treinando entre os profissionais. Foi tricampeão estadual pelo rubro negro em 53,54 e 55. Exigiu ter um preço fixo para seu passe. Foi na época que conheceu o grande técnico de sua carreira Don Fleitas Solich.

Destacando-se, foi convocado para a seleção brasileira. Oito anos após presenciar o desastre no Maracanã, Zagalo sagrou-se campeão do mundo. Ponta esquerda, se tornou referência para a função ajudando a marcar e atacando como poucos. Logo após o mundial, comprou seu próprio passe por 100 mil cruzeiros, e o vendeu para o Botafogo por 3 milhões.

No clube da estrela solitária Zagalo virou ídolo. Com jeito para os negócios, ganhava mais que o craque do time, Garrincha. Foi bicampeão carioca em 61 e 62. Jogando com a camisa alvinegra foi convocado para a Copa do Mundo de 1962 onde ganhou a posição de Pepe (que na época formava no Santos o ataque mais forte do País ao lado de Pelé, Dorval, Mengálvio e Coutinho) e conquistou o bicampeonato mundial.

Encerrou a carreira em 1965 aos 34 anos de idade. Entretanto não abandonou o esporte. Recebeu a proposta de ser o técnico dos juvenis do Botafogo. Era o início da carreira como treinador que seria tão vitoriosa como foi a de jogador.

Foi campeão carioca juvenil em 1966. Foi convidado então para assumir o time principal. Entre 67 e 68 foi bicampeão carioca e campeão da Taça Brasil. Com a saída de João Saldanha, Zagalo assumiu a seleção brasileira. Logo em sua estreia comandou o time com Pelé, Tostão, Rivelino e outros craques e obteve a Copa do Mundo de 1970, no México.

Ficou na seleção até 1974. Conquistou a Copa Rocca de 71 e a Taça Independência de 72. Foi desclassificado pela Holanda na Copa da Alemanha. Após a derrota no mundial, Zagalo continuou sua carreira como técnico, tendo destaque no Rio de Janeiro conquistando o Taça Rio de 1980 pelo Vasco e a Taça Guanabara em 1984. Também dirigiu seleções estrangeiras como Kuwait e Emirados Árabes (que classificou para a Copa de 90)

O “Velho Lobo” voltaria a seleção apenas na década de 90, junto com um pupilo seu: Carlos Alberto Parreira. Ocupou o cargo de coordenador técnico na Copa do Mundo de 1994, ajudando a montar o time que conquistaria o tetracampeonato mundial com Dunga, Bebeto e Romário e Taffarel.

Assumiu o cargo de treinador do Brasil novamente em 1995, com a missão de buscar o penta na Taça do Mundo da França. Passou a dirigir a seleção Olímpica e conquistou a medalha de bronze em 1996.Em 1998 fez uma Copa quase perfeita. O grande pecado foi a final, onde um problema com o atacante Ronaldo atrapalhou a equipe que foi derrotada por 3x0 pelos donos da casa. Zagalo teve atuação contestada na época.

Voltou à seleção para mais uma Copa, novamente como coordenador técnico de Parreira, em 2006. O time foi vítima de um ambiente badalado e de festa, e mesmo entrando na Copa como favorita (devido as conquistas da Copa América e da Copa das Confederações), foi derrotada novamente pela França. Foi o último time que o Velho Lobo treinou aposentado-se logo em seguida.

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