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Zico

Arthur Antunes Coimbra
3/3/1953, Rio de Janeiro

O apelido veio ainda na infância. O pequeno menino Arthur virara Arthurzinho, depois Arthurzico e finalmente Zico, por sugestão da prima Ermelinda. Ganharia também o apelido “Galinho de Quintino” do radialista Waldyr Amaral, por seu jeito de andar.

Pisou em um gramado pela primeira vez em 21 de janeiro de 1965. Era no Maracanã, solo que o consagraria. Começou a jogar futsal no River Futebol Clube, onde precocemente se destacou. Jogou depois no time Juventude de Quintino (do bairro carioca de Quintino Bocaiúva). O primeiro futebol de campo, no entanto, foi no Flamengo para onde foi aos catorze anos de idade. Ficou no time juvenil e assinou contrato em 1973 como profissional, marcando o primeiro gol em 23 de setembro, contra o principal adversário, o Vasco. Em 1974, já como titular da equipe, conquistou o primeiro título estadual. Um ano mais tarde estreou na Seleção Brasileira. Apesar de invicto, o time nacional não foi o campeão.

Em 1979 fez 81 gols em 70 jogos pelo Flamengo, batendo recorde que possibilitou ao time os títulos de bi e tricampeão carioca. Neste mesmo ano também foi internacionalmente reconhecido, após marcar um gol pela Seleção em um amistoso. Artilheiro do primeiro título de Campeão Brasileiro do rubro-negro, em 1980, conquistou um ano mais tarde a taça Libertadores da América com o time, sendo também campeão do Mundial Interclubes. O Galinho foi eleito o melhor em campo no torneio, mesmo sem ter marcado um gol na final contra o Liverpool. O time foi bicampeão brasileiro em 1982, título do qual Zico, mais uma vez, poderia orgulhar-se de ser artilheiro.

Mas no mesmo 1982, na Espanha, o fracasso do Brasil na Copa do Mundo: a Seleção de Zico perdeu para a Itália, por 3 a 2. Em 1983 após o tricampeonato brasileiro do Flamengo, o Galinho foi vendido para o Udinese, um dos times mais antigos da Itália. No mesmo ano seria artilheiro do Campeonato Italiano com 19 gols em 24 partidas. Voltou a jogar no Flamengo em 1985, depois de operar o joelho por três vezes. Com o time conquistou a Copa Kirin, em Tóquio. Só se despediria do rubro-negro, em grande estilo, em 6 de fevereiro de 1990.

Em 1991 ainda disputou campeonatos japoneses de futebol pelos times Sumitomo Metals e Kashima Antlers. Em retribuição, uma série de eventos organizados pelos japoneses – o Carnaval 94 – marcou o fim da carreira do Galinho como jogador, que se encerrou em 1994.

Em 1995 criou no Recreio dos Bandeirantes o Centro de Futebol Zico. Fora dos gramados, atuava como consultor do Kashima. Um ano depois fundou o Rio de Janeiro Sociedade Esportiva, que passaria a se chamar CFZ do Rio. Virou técnico do Kashima Antlers. Foi também coordenador-técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, que perdeu para a França. Em 1999 fundou o CFZ de Brasília e se tornou o presidente do Comitê Organizador para tentar fazer com que o Brasil sediasse a Copa do Mundo de 2006, sem sucesso.

Em 2002 passou a ser técnico da Seleção do Japão. Em 2003, foi premiado no Rio de Janeiro como melhor jogador do últimos 30 anos. Com Zico, os japoneses conquistaram o título na Copa da Ásia de 2004 e puderam disputar a Copa das Confederações. Mesmo sem a vitória no torneio, quase eliminaram a Seleção Brasileira na fase de grupos. Em 2006 a Seleção Japonesa enfrentaria o Brasil na Copa do Mundo. Foi contratado para treinar a equipe do time turco Fenerbahce. No elenco da equipe estavam nomes que fizeram história no futebol brasileiro, como Roberto Carlos e o uruguaio Diego Lugano (consagrado na zaga do São Paulo). Venceu o Campeonato Turco e levou o time às quartas-de-final da UEFA Champions League de 2007/08.

Em 25 de agosto de 2011, o Galinho de Quintino Bocaiúva assumiu o comando da Seleção Iraquiana, com um desafio: classificar a equipe para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Os recordes de Zico como artilheiro do Flamengo, com 333 gols em 435 partidas ainda não foram superados. É considerado por muitos o melhor jogador de futebol brasileiro depois de Pelé. E é junto ao nome do “rei do futebol” que Arthur Antunes Coimbra, ao lado também de Garrincha e Didi, figura no Hall da Fama da FIFA.

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