ir para o conteúdo
Busca
Busca por data

Aids

 Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida (descoberta no século 20)

Os primeiros registros da doença datam de 1981. Médicos americanos começaram a perceber semelhanças entre os pacientes vítimas de doenças, até então raras como o Sarcoma de Kaposi e a pneumonia do tipo Pneumocystis Carinii, além de outras enfermidades ligadas à baixa imunidade. Avaliando o problema, se constatou que a origem desse mal partia de um denominador comum. O vírus se espalhava em alguns grupos específicos como homossexuais que mantinham diversas relações com vários parceiros, hemofílicos e usuários de drogas.

Em 1982 algumas formas de transmissão foram definidas. Foi constatado que o contato direto com fluidos como o sangue, ou os expelidos durante o sexo, transmitiam a doença. Nesse mesmo ano foram identificados os primeiros casos no Brasil. O primeiro caso de óbito anunciado no País foi em 1983, quando foi divulgado que a aids matara o costureiro Marcos Vinícius Resende Gonçalves, o Markito. Na época foram apenas três casos identificados em São Paulo. As outras cidades ainda não tinham anunciado nenhum aidético. Não demorou muito para aparecerem mais casos. No mês de agosto de 1983 já falava-se em 10 pessoas portadoras do vírus. Nos Estados Unidos a doença já havia atingido 1.508 pessoas e 575 mortes. Cerca de 33 países já identificavam casos em dezembro de 83.

Em 1984 o vírus HIV foi isolado pela primeira vez e apontado como o responsável pela aids. A autoria do feito foi disputada por dois médicos, o americano Robert Gallo e o francês Luc Montagnier - que acabou ficando como autor da descoberta.

A ideia de grupo de risco da doença foi abolida em 1985. Chegou-se à conclusão que o risco de contágio aumentava não pelo perfil, mas pelas práticas do indivíduo. Foi identificado também o primeiro caso de transmissão vertical, quando a mãe passa o vírus para o filho. Médicos passaram a recomendar o uso do preservativo (que estava em declínio por causa da pílula anticoncepcional) como meio mais eficaz de prevenção a doença. Somente no eixo Rio-São Paulo foram identificados neste ano 219 casos. O Brasil era o segundo país com maior incidência da aids, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O primeiro tratamento que ajudou a conter o vírus veio apenas em 1986, quando o AZT, que impedia a multiplicação do HIV, passou a ser utilizado em pacientes soropositivos. O final da década foi marcado pelo contínuo crescimento dos infectados. O pânico cresceu quando alguns famosos, como o cantor Cazuza, contraíram o vírus e morreram vítimas da doença.

O mundo entrou nos anos 90 com 307 mil casos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Desse total, um pouco mais de 11 mil casos forma identificados no Brasil. Uma combinação de drogas passou a ser testada para diminuir os sintomas do vírus nos infectados. Em 1995, os inibidores de protease foram aprovados nos EUA e passaram a ser usados no tratamento. Porém, o alto custo do tratamento inviabilizava o uso dos remédios para a maioria. O AZT passou a ser distribuído na rede pública brasileira em 1996. Dois anos depois, 11 tipos de remédios já eram distribuídos gratuitamente no País.

Em 2000, os números da doença se mostravam assustadores. Só na África, foram 17 milhões de vítimas fatais. Apesar das inúmeras campanhas e das descobertas científicas sobre o mal, certos preconceitos permanecem na sociedade. A aids ainda era considerada “doença de homossexual” e o uso da camisinha ainda estava longe do ideal. Crianças não eram aceitas em escolas por serem aidéticas.

Segundo um relatório da ONU sobre a doença divulgado em 2008 o número de casos no mundo chegava a 33 milhões de pessoas. No Brasil eram mais de 500 mil infectados. O local que mais sofre com a doença ainda é a África. Apesar dos esforços e avanços, ainda não existe uma cura para o HIV.

Páginas selecionadas pelo Editor

Viu essa página?

John Kennedy assassinado

Há 55 anos, presidente dos EUA era baleado no Texas John Kennedy assassinado

Veja a edição completa de 23/11/1963

Tópicos
ver todos