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Guerra do Vietnã

Conflito entre o Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o Vietnã do Norte (1955-1975)

    
    A Indochina - região entre a China e a Índia, que compreende o Laos, o Camboja e o Vietnã - foi conquistada pelos franceses no século 19, na época do colonialismo, e foi mantida sob controle francês até 1954. Muitos movimentos de resistência de caráter nacionalista surgiram neste período, entre eles o Viet Minh, controlado pelo Partido Comunista da Indochina. Este movimento revolucionário aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. A França foi invadida pelos alemães enquanto os exércitos japoneses, aliados da Alemanha, avançavam sobre a Indochina, resultando um efetivo controle japonês sobre a região até 1945. Nessa época, o Viet Minh incitou a população a questionar o domínio japonês e a se recusar a pagar impostos. Os japoneses acabaram derrotados no conflito mundial e o líder comunista Ho Chi Minh declarou a independência da República Democrática do Vietnã em 1945.

    Após o fim da guerra, iniciou-se a guerra fria. As grandes potências, que acreditavam que a Indochina pertencia à França, fizeram um acordo para ajudar os franceses a retomá-la. O Reino Unido rearmou os franceses e estes derrubaram o governo do Viet Minh. Iniciou-se, então, um conflito de independência entre os vietnamitas, organizados em guerrilhas, e os franceses. Em 1949, após os comunistas chineses tomarem o poder, a situação se agravou. A China reconheceu a República Democrática do Vietnã, cujos líderes se instalaram em Hanói, no norte do país. As nações anticomunistas reconheceram o governo francês do sul do Vietnã, sediado em Saigon. Em maio de 1954, os franceses se renderam as forças do Viet Minh e concederam a independência na Conferência de Genebra. O país foi provisoriamente dividido em dois e foram marcadas eleições de unificação para 1956.

    Um ano antes do pleito, em 1955, o líder vietnamita anticomunista, Ngo Dinh Diem, primeiro ministro da parte sul do país, anunciou o cancelamento das eleições. Contando com apoio logístico e militar norte-americano, Dinh reprimiu violentamente seus opositores no sul. Por volta de 1959, o Viet Cong, entidade de resistência comunista no sul, começou a organizar ataques de guerrilha contra as forças de Diem. O presidente americano John Kennedy, temendo o avanço do comunismo, aumentou a presença norte-americana na região, oferecendo auxílio ao governo de Diem. Em 1963 um golpe militar levou ao assassinato do primeiro-ministro e sua substituição por líderes militares. Entre 1965 e 1968, o governo norte-americano, já nas mãos do presidente Lyndon Johnson, aumentou a presença na região.

    Em 1964, o Vietnã do norte decidiu iniciar uma grande ofensiva contra o Vietnã do sul pelo Laos, contando com apoio chinês. No mesmo ano, um ataque a um destróier norte-americano no Golfo de Tonquim resultou no envolvimento aberto dos Estados Unidos na guerra. Os americanos passaram a usar armamentos pesados no combate aos comunistas, como napalm e o agente laranja. Em 1968, os norte-vietnamitas atacaram massivamente o Vietnã do Sul em uma operação que ficou conhecida como a Ofensiva Tet. Embora os Viet Congs tenham sido derrotados militarmente, a magnitude da ofensiva chocou a opinião pública norte-americana. Desgastados e sem perspectivas de vitória, os militares norte-americanos se retiraram da Indochina em 1973, quando o governo Nixon assinou o Acordo de Paris e decidiu a retirada de suas tropas. A decisão foi favorecida pelo enfraquecimento político de Nixon perante o escândalo de Watergate. Em 1975, Saigon foi tomada pelos Viet Congs e os funcionários da embaixada norte-americana tiveram que fugir.

     A guerra do Vietnã foi marcada por uma crescente insatisfação da opinião pública com  o conflito. Na década de 60, o movimento hippie questionou a guerra e promoveu protestos pacifistas. Figuras do movimento negro, como Martin Luther King e os Panteras Negras, se opuseram veementemente ao conflito. Músicos, como Jimi Heidrick e Bob Dylan, contestaram a guerra em suas composições. Mais tarde, a desumanização da guerra foi retratada em filmes como “Nascido para Matar” (Stanley Kubrick), “Platoon” (Oliver Stone) e “Apocalypse Now” (F. F. Coppola).

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