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Guerra Fria

 Período de tensão militar, conflitos políticos e competição entre a União Soviética e os Estados Unidos (1946-1991)


    Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados Unidos e a União Soviética foram aliados no combate ao nazi-fascismo. Após a derrota da Alemanha nazista, contudo, esses países (e seus respectivos aliados) se tornaram adversários e começaram a competir pela hegemonia internacional. A situação geopolítica e a competição econômica entre os EUA e a URSS foi essencial para o acirramento do conflito. Por outro lado, a disputa também era resultado das profundas divergências ideológicas entre as duas potências: os americanos defendiam a democracia parlamentar e a propriedade privada, enquanto o bloco comunista soviético caracterizava-se pela existência de um Estado forte e autoritário e pela ênfase na igualdade econômica. Como ambos os blocos possuíam armas nucleares, e como uma guerra nessas condições levaria à destruição mútua, eles não realizaram grandes confrontos militares diretos. Era um período de guerra de propaganda, corrida armamentista, espionagem e disputas em países periféricos – uma guerra qualificada como “fria”.

    Os eventos que marcaram o início da guerra fria seguiram-se imediatamente à derrota do nazismo em 1945. Nesse período, os países vitoriosos dividiram a Alemanha em esferas de influência. A URSS aproveitou o momento para anexar países do leste europeu, criando o Bloco Comunista. Em 1947, o presidente americano Harry S. Truman anunciou a intenção americana de impedir o avanço do comunismo, retratando o conflito que se iniciava como uma luta de povos livres contra regimes totalitários. Como resultado de sua política de contenção do comunismo, o governo americano lançou, em junho desse ano, o Plano Marshall, uma proposta de ajuda econômica aos países europeus. Em 1948, oficiais soviéticos deram um golpe de estado na Checoslováquia, enquanto os americanos financiavam anticomunistas na Grécia, na Itália e em outros países.

    Entre 1948 e 1949, o governo soviético bloqueou o acesso ferroviário e rodoviário a Berlim ocidental, gerando uma grande crise. O Reino Unido, a França, os EUA e outros países assinaram o Tratado do Atlântico Norte em abril de 1949. O tratado estabelecia uma organização de cooperação militar, a OTAN. No mesmo ano, os comunistas chineses tomaram o poder e se alinharam ao bloco soviético. Entre 1950 e 1953 uma guerra na Coreia foi polarizada pelos polos comunista e ocidental. Em 1955, os soviéticos instituíram um pacto militar com seus aliados, o pacto de Varsóvia. Em 1961, a Alemanha oriental (comunista) começou a erguer o muro de Berlim, que separaria a porção comunista da capital da área capitalista. Em 1962, após algumas malfadadas operações norte-americanas para derrubar o regime cubano, a URSS e Cuba instalaram mísseis nucleares na ilha, ameaçando boa parte dos EUA continentais. Esse evento, conhecido como a “crise dos mísseis”, encerrou-se após um acordo entre o premiê russo e o presidente Kennedy. O período posterior à crise, conhecido como détente, foi marcado por um relaxamento da tensão entre os dois blocos.

    Os blocos ocidental e oriental também disputaram pela supremacia na exploração espacial. A corrida espacial foi caracterizada por grandes investimentos e desenvolvimentos tecnológicos. Em 1957, a URSS lançou o primeiro satélite artificial (Sputnik). Em 1969, os americanos conseguiram enviar homens à lua  (missão Apollo 11).

    A Guerra do Vietnã (1959-1975) foi outro episódio da guerra fria. As tensões políticas na região levaram a um conflito que assistiu ao envolvimento militar aberto dos EUA em favor do Vietnã do Sul, enquanto o Vietnã do Norte recebia apoio chinês e soviético. Na década de 80, os EUA de Ronald Reagan intensificaram a pressão militar e diplomática sobre a URSS. O país soviético, por sua vez, sofria estagnação econômica e passava por um processo de reforma política introduzido pelo presidente Gorbachev, que tentou desmantelar algumas estruturas autoritárias do Estado. O enfraquecimento político da URSS perante seus adversários e as reformas  contribuíram para a desintegração do Bloco Comunista. Em 1989, o muro de Berlim foi derrubado, enquanto os Países Bálticos e outros estados soviéticos conquistavam a autonomia. Dois anos mais tarde, a URSS se dissolveu, episódio que marcou o fim da guerra fria.

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