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Rede Mundial de Computadores (século 20)

Surgiu por ocasião da Guerra Fria quando foi concebida pelos órgãos de inteligência americanos como uma forma de descentralizar a informação. Caso um prédio fosse atacado, ou destruído, o conhecimento ali contido não seria perdido. Foi desenvolvida por J.C.R Licklider e Robert Taylor, que dirigiam o programa de pesquisa de computadores da Arpa (Advanced Research Projects Agency, Agência de Projetos de Pesquisas Avançadas do Departamento de Defesa dos Estados Unidos). O plano inicial era ligar quatro pontos: Universidade da Califórnia (UCLA); Santa Bárbara; o Instituto de Pesquisas de Stanford e a Universidade de Utah. O primeiro teste foi entre a UCLA e Stanford. A primeira rede foi chamada de Arpanet.

A tensão entre União Soviética e Estados Unidos foi diminuindo com o tempo. O sistema pode ser utilizado então pelos circuitos acadêmicos que trabalhavam em projetos para o Departamento de Defesa. Em 1971, com a cooperação de cientistas do país inteiro, já havia duas dúzias de junções de redes locais. A palavra internet nasceria em 1971 com Vinton Cerf, que mais tarde ficou conhecido como “pai da internet”. Em 1973 a Arpanet foi utilizada pela primeira vez fora dos Estados Unidos, na NORSAR, agência norueguesa de monitoramento de abalos sísmicos e pela University College de Londres.

A utilização de computadores para a comunicação se popularizou na década de 70 com o surgimento dos e-mails e das listas de discussão. O protocolo TCP/IP, conjunto de regras que seria usado para o compartilhamento de dados, teve sua primeira demonstração em julho de 1977. Dois anos depois Tom Truscott e Jim Ellis lançariam a Usenet, rede de usuários.

A década de 1980 começaria com a desmilitarização da Arpanet com a criação de Milnet, rede exclusiva do exército. O TCP/IP passaria também a ser o único protocolo aceito na rede. O “boom” da internet se daria entretanto apenas em 1990, tanto pela melhora da interface dos computadores e seu maior acesso ao grande público (com o desenvolvimento de empresas como a Apple e a Microsoft), quanto pela criação do World Wide Web, o popular “www”, criado por Tim Berners-Lee. Ele implementou o hipertexto que permitia o usuário saltar de um site para outro com uma facilidade maior. A Arpanet, já amplamente substituída por outras redes, deixaria de funcionar em 1990.

Os navegadores baseados em texto se tornam obsoletos com o “www”. O preferido tornou-se o Mosaic, que aliava gráficos e textos em sua interface gráfica. Posteriormente ele seria comprado pela Microsoft e se tornaria o Internet Explorer. A rede começa a tomar a forma que revolucionaria as comunicações. Nasceu em 1994 o primeiro site de buscas e, em 1995, o Netscape, primeiro navegador comercial. Os portais, com a criação do Yahoo! e os sites de vendas, com a Amazon, também são do mesmo ano.

Em 1996 foi lançado o primeiro sistema de e-mail baseado na internet, o Hotmail. Em 1997 a internet atingiu a marca de um milhão de sites criados. No mesmo ano seria criada outra ferramenta que se popularizaria, os blogs. O Google foi fundado em 1998.

A primeira polêmica sobre as liberdades da Internet veio em 1999 com a criação do Napster por Shawn Fanning. O debate sobre os direitos autorais na rede ganhou força com a possibilidade de compartilhamento de músicas de graça via rede.

O medo tomou conta do mundo no réveillon de 1999 para 2000, quando temeu-se que poderia haver um enorme bug caso os computadores não conseguissem interpretar a passagem de ano de 99 para 00. Não aconteceu nada e os usuários puderam comemorar a marca de 10 milhões de sites online. Apenas nove meses depois esse número dobraria, chegando a 20 milhões.

A primeira década do novo século foi marcada pelo chamado web 2.0 que traduzia a criatividade disponível com as ferramentas da internet. Sites como o Youtube e o Facebook, além de hardwares como o Ipod e Iphone dinamizaram as relações e colocaram a internet como parte da vida das pessoas.

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